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domingo, 2 de novembro de 2014
Autora: Barbara Cartland
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 172
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897261565

Sinopse:
Marienbad, 1905. A Europa está a preparar-se para a guerra e os países aliam-se uns com os outros e contra outros.
Mariska fica surpreendida e chocada quando o Alto Comando alemão espera que ela faça o papel de espia - e com medo da fúria do marido, caso recuse.
Em Marienbad para informar o rei Eduardo VII dos últimos acontecimentos no palco europeu, Lorde Arkley conhece a bela e infeliz Mariska. Ela é casada com o sádico príncipe Friederich de Wilzenstein, um homem condenado a uma cadeira de rodas pelos efeitos da bomba de um anarquista.
Arkley e Mariska são atraídos para uma assustadora teia de intrigas e espionagem numa história dramática com um final surpreendente.


Opinião:
Romances de época são uma das minhas grandes paixões. O grande problema desta paixão é que chega a um ponto que todos os romances acabam por parecer iguais pois os ingredientes costumam ser muito parecidos de livro para livro. Daí gostar de apostar em autoras que nunca li no que respeita a este tipo de romances, afinal de contas pode ser que assim leia algo diferente mas ao mesmo tempo com a pitada de romance de época que tanto gosto. Foi essa a grande razão para decidir ler esta autora. Um romance de uma autora que não conhecia e que tem pouquinhas páginas. Perfeito para a fase de trabalho em que me encontro neste momento.

Mariska é a princesa de Wilzenstein. Uma rapariga lindíssima, sensível e com aspecto quebradiço, que desde logo prende o olhar de Lorde Arkley. Este lorde é um dos homens de confiança do rei, viajando com ele para todo o lugar e guardando segredos que por vezes nem o rei tem conhecimento que existem. As suas façanhas correm o mundo e todos o reconhecem pelo menos de nome. Apesar de todos saberem quem é de nome, poucos são os que o conhecem cara a cara, o que lhe permite decidir se quer ser ou não notado, dependendo da ocasião.

Numa longa viagem até à estância termal de Marienbad, umas termas muito conhecidas por toda a realeza e alta nobreza a nível mundial, Arkley ouve gritos desesperados no quarto ao lado. Gritos de uma mulher que pedem socorro e imploram a alguém que pare de fazer o que quer que lhe estejam a fazer. Curioso, Lorde Arkley decide verificar quem é a vítima e descobre a bela princesa Mariska. Uma rapariga que pertencia à baixa nobreza, mas que devido a uns acordos, acabara por casar com o rei que tivera um grave acidente no dia do casamento, culpando-a para todo o sempre e fazendo-a pagar o preço por tal incidente.

Duas almas desconhecidas que acabam por se juntar devido às conspirações da corte. Acontece que Mariska não podia fazer nada que a diverti-se, pois se o rei não podia por não andar, ela muito menos. Mas este começa, do nada, a dizer-lhe para andar de cavalo e conversar com Lorde Arkley, o que de imediato aponta para um esquema muito mais perigoso do que julgava. Este foi um livro que apesar de ter uma excelente premissa e novos fatores que não se encontram em muitos livros do género, acabou por errar ao ser tão pequeno. A autora não descreve com pormenor suficiente a relação de Arkley e da princesa, ou mesmo desta e do marido. Não descreve as intrigas da época com o fervor que esperava de tal época difícil e achei que esse foi um erro fatal da autora.

É verdade que continua a ser um livro que se lê rapidamente, especialmente devido ao número de páginas e às letras enormes em cada página, mas falta algo mais, falta o desenvolvimento de um conteúdo que até existe, mas que não foi desenvolvido suficientemente bem. A atração entre as personagem ocorre essencialmente pela beleza física, sendo que Arkley decide livrar tal beleza pura das mãos de um tirano e, Mariska gosta de como Arkley a faz sentir. Mas estes sentimentos aparecem em menos de um dia, estando repentinamente ambos extremamente apaixonados um pelo outro, sem grande motivo aparente.

É um bom livro, e serviu perfeitamente o propósito que tinha em mente, passar uns momento sem pensar no trabalho e outros que tais, mas falhou com a profundidade que a história podia tomar, pois tinha muito mais "pano para mangas" do que aquele que nos é apresentado.

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