Quem sou eu?

A minha fotografia

Anteriormente conhecida como v_crazy_girl, a 30 de Agosto de 2014 essa conta foi apagada, tendo assim decidido criar algo mais pessoal e próprio para o blogue literário de longa data.

Na Mesa de Cabeceira...

Na Mesa de Cabeceira...
"Se Conhecessem a Minha Irmã..." de Michelle Adams

Passatempo

Passatempo
Até 3 de Setembro

Seguidores

Com tecnologia do Blogger.

Facebook

Arquivo do Blogue

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Autora: Renee Knight
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 304
Editor: Suma de Letras
ISBN: 9789898775757

Sinopse:
E se de repente se apercebesse de que é o protagonista do aterrador romance que está a ler? Catherine tem uma boa vida: goza de grande sucesso na profissão, é casada e tem um filho. Certa noite, encontra na sua mesa-de-cabeceira um livro de título O perfeito desconhecido.


Opinião:
Este livro chamou-me a atenção pela capa, para não variar. Como vocês sabem eu sou totalmente viciada em capas de livros e são um dos grandes fatores na hora de escolher a minha leitura seguinte. Ao olhar para esta, imaginei de imediato uma história cheia de mistério. Pareceu-me um bom thriller, algo que eu precisava.

Catherine tem a vida perfeita. Um excelente marido, um filho com quem consegue estar de bom tom a maior parte das vezes e o melhor emprego do mundo. Adora a sua vida e sabe que é invejada por muitos. Mas esta vida está prestes a ser destruída. Catherine encontra em cima da sua mesa de cabeceira um estranho livro que não resiste a começar a ler... apenas para ver a sua vida antiga retratada ao longo das páginas misteriosas de um novo autor desconhecido. Ao perguntar ao marido como é que o livro tinha ali ido parar, este apenas responde que o encontrara e como não era seu considerara que era da esposa. É assim que Catherine começa a viver amedrontada sem saber o que o autor do livro irá fazer no futuro. Sem saber se o livro que tem nas mãos é cópia única ou se existem outros exemplares que poderão chegar à mãos daqueles que mais ama, o filho e o marido.

Enquanto Catherine vive nesta incerteza, Sthepen, um homem já de idade e sozinho, tendo a esposa e o filho já falecido, tenta a todo o custo que o seu livro seja vendido num pequeno território. Melhor dizendo, o livro da sua esposa. Stephen e a esposa sempre adoraram escrever, só que este sempre admitira que a mulher tinha mais jeito do que ele. Mais imaginação, mas preserverança e confiança. E é ao encontrar o último manuscrito da esposa que Stephen começa a compreender o que poderia ter sucedido ao filho e como a sua morte poderia estar relacionada com uma única pessoa... Catherine.

Admito que estava à espera de outra coisa, mas isso não me impediu de ler este livro com muita vontade. A autora tem um escrita leve e de fácil entendimento, não se dando muito a floreados, o que neste tipo literário funciona sempre bem. A juntar a isso, gostei da divisão dos capítulos entre Catherine, uma mulher forte que agora se encontra amedrontada sem saber quem será a pessoa que a ameaça nas sombras, e Stephen, o homem que descobrira um terrível segredo e que o quer contar às pessoas certas na altura certa.

O início da narrativa pode ser um tanto ou quanto confuso, pois não temos precedentes sobre as personagens e a autora salta do nada para a ação em si, mas rapidamente começamos a entrar no ritmo da história e a compreender o que se passa. Vamos juntando as peças do puzzle lentamente e queremos sempre mais e mais peças. Houve uma ou outra parte em que senti que a autora não sabia se devia ou não avançar na narrativa, possivelmente tentando não revelar demais sobre o mistério de todo o livro, mas acho que conseguiu dar bem a volta por cima, apesar de acreditar que precisasse um pouco mais de prática nesse campo.

Um livro que prende o leitor e em que este quer saber quem é o verdadeiro culpado, quem conta a verdadeira história. Gostei desta leitura e foi perfeita para passar um bom bocado, sendo uma leitura rápida, interessante e que nos prende do início ao fim.

1 devaneios :

redonda disse...

Feliz 2016, com muito livros!
Gábi