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segunda-feira, 23 de julho de 2018
Autora: Mary Balogh
ISBN: 9789892342313
Edição ou reimpressão: 05-2018
Editor: Edições Asa
Páginas: 352

Sinopse:
A morte de Humphrey Westcott, conde de Riverdale, desencadeia um escândalo na sociedade londrina. Entre as pessoas afetadas está a filha, Camille Westcott, que se vê subitamente sem título nobiliárquico.
Humilhada, Camille decide cortar amarras com o passado e abandona Londres. O seu plano: dar aulas no orfanato onde cresceu a sua recém-descoberta meia-irmã. É lá que Camille conhece Joel Cunningham, professor de Arte para quem vai ter de posar a mando da avó. A animosidade que sente pelo pintor é evidente…e totalmente partilhada pelo próprio. Joel foi criado no orfanato e vê nos modos de Camille uma arrogância enervante e despropositada.
Mas à medida que o tempo passa, a aversão que sentem um pelo outro vai transformar-se… num elo que acabará por ser a salvação de ambos.
O volume dois da série Westcott fala-nos de novas oportunidades, de autodescoberta, de redenção… e, claro, de amor!


Opinião:
Vocês sabem que um dos meus géneros literários favoritos são os romances históricos e há determinada autoras publicadas em Portugal que tento ao máximo não perder e Mary Balogh é uma delas. Tem uma escrita fantástica, romances que apesar de terem o mesmo "fundo" acabam por ter sempre algo que os distingue e a realidade é que me prendem sempre do início até ao fim.

Camille ainda não consegue acreditar que há uns meses atrás era uma abastada herdeira, filha de um conde. Tinha um título, um bom dote para quem casasse com ela e não tinha preocupação alguma a não ser qual o melhor vestido a utilizar e qual a próxima grande festa que teria que atender. Tudo mudara quando de repente descobre que o pai na realidade casara com a sua mãe estando casado com outra mulher, o que faz com que o casamento com a sua mãe seja inválido e ela seja uma bastarda. Assim nada herda do seu pai e o orgulho leva a que não aceite nada da sua nova meia irmã, a única verdadeira herdeira de seu pai.

Assim acaba por cair na escala social de uma só vez e percebe rapidamente que tem que arranjar um emprego e lembra-se que a irmã, antes de se tornar condesa, trabalhara como perceptora no orfanato onde crescera, logo... o orfanato precisava de uma nova perceptora!!

No orfanato Camille descobre um lado de si que não conhecia antes, trabalha para ter uma vida, algo que nunca esperara fazer e conhece Joel, o melhor amigo da sua irmã e um órfão criado no orfanato desde pequeno. Duas pessoas que desde o início têm algo em comum, ensinar algo àquelas crianças, mas que em tudo o resto são diferentes, não se conseguindo suportar... até se começarem finalmente a conhecer!

Eu começo a ler estes livros sabendo sempre que o final será cor de rosa, sabendo que o casal irá aprender a compreender-se e a estar junto, mas acaba sempre por ser um tipo de livros que me prende, que me faz suspirar e sorrir e é isso que adoro neste género literário. Foi mais um livro da autora que me prendeu, gostei de conhecer as personagens apesar de que teria gostado de um pouco menos de repetição e um pouco mais de desenvolvimento da personalidade de ambas as personagens. 

Camille é bem desenvolvida, apesar de a achar demasiado fria no início da narrativa de uma forma que me irritava ao longo do livro mas, à medida que essa frieza desaparecia, comecei a gostar dela. Joel não foi uma personagem que me tenha atingido muito, não o achei muito marcante e tive pena disso pois Camille merecia alguém marcante como ela.

Apesar disso foi uma leitura que me "soube bem", a narrativa lê-se muito bem, a história faz-nos querer ler mais e Camille, uma personagem que desde o livro anterior me atingira pela negativa, acaba por me atingir precisamente pelo contrário, pois comecei a gostar dela, da sua maneira de ser e de pensar.

Quem gosta desde género literário irá sem dúvida gostar desde livro.

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