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terça-feira, 24 de julho de 2018
Autor: Benjamin Ludwig
ISBN: 9789898869869
Edição ou reimpressão: 04-2018
Editor: TopSeller
Páginas: 320

Sinopse:
Enternecedor e repleto de momentos inesperados, este romance apresenta-nos Ginny Moon, que na sua jornada até um novo lar descobre o verdadeiro significado da palavra família.
Eu tenho medo pela minha Bonequinha. Ela é pequenina e não consegue alimentar-se sozinha. A mãe Gloria passa-se da cabeça. Porque é que ninguém acredita quando digo que a Bonequinha está sozinha e que tenho de a ajudar? Nem mesmo os meus novos Pais Para Sempre, que vivem na Casa Azul, acreditam em mim…
Ginny tem autismo. Nem sempre entende o que ouve. Nem sempre tem a capacidade para distinguir o que é real. Mas sabe que foi retirada à mãe, e que esta era violenta e consumia drogas; e sabe, também, que precisa de voltar para junto da sua Bonequinha. Esta obsessão e o seu comportamento errático e agressivo levaram a que duas adoções fossem anuladas.
Poderá Ginny ter razão? Às vezes, o seu novo pai adotivo fica com a sensação de que a Bonequinha poderá ser algo mais.
Mas, como já explicou a Ginny inúmeras vezes, não existe qualquer registo de outra criança na sua antiga casa. Porque não conseguirá Ginny ultrapassar esta questão?


Opinião:
Este livro chamou-me de imediato a atenção pela sinopse e por eu perceber que a história seria do ponto de vista de Ginny Moon, uma criança com autismo que não consegue perceber porque é que nos novos Pais para Sempre ainda não perceberam que ela tem que ir buscar a sua bonequinha.

Ginny Moon tem novos pais adoptivos, pais esses que tentam compreendê-la, escutá-la e serem o mais compreensivos possíveis. Afinal de contas Ginny vem de um lar desfeito, um lar em que nunca conhecera o pai e em que a mãe estava constantemente bêbada e com outras drogas no sistema, com novos homens e sempre à espera do próximo que tratasse dela para ela não se preocupar com mais nada. Ginny sabe que foi isso que levou a que a retirassem da mãe e a que lhe arranjassem uns novos pais, mais concretamente Pais para Sempre, pais que ficarão para sempre com ela.

Mas Ginny tem que ir buscar a sua bonequinha, ninguém parece perceber que sem ela a bonequinha nunca irá tomar banho, ser alimentada e que ainda está dentro do saco e que pode nem estar viva!! Glória, a sua mãe, não se lembra das coisas mais básicas quando é para tratar de si e da bonequinha por isso tem que a ir buscar para ver se ela está bem e para tratar dela. Claro que para isso tem que saber onde Gloria está e tem que abandonar os novos Pais para Sempre, o que faz com que Ginny tenha que se portar mal para estes a deixarem sozinha... Ginny odeia ter que ir contra as regras, mas afinal de contas... a sua bonequinha precisa de si!!

É um livro em que a história não é nada de outro mundo, mas sendo esta apresentada por Ginny, vemos as coisas dos olhos dela. Percebemos como ela sabe que está a fazer algo mal mas que tem tudo uma boa razão por trás, seguimos a maneira dela de pensar e de estar. Foi isso que fez este livro ser verdadeiramente viciante para mim. Queria sempre saber mais sobre Ginny, queria saber qual seria o seu próximo passo, como iria agir de seguida, se conseguiria ultrapassar certas descobertas que aparecem com o continuar da narrativa.

Adorei que o autor narrasse tudo do seu ponto de vista, pois foi graças a isso que uma história que podia nem ser nada de especial deu uma volta de 360º e se tornou algo mais. Acompanhamos a pureza destas crianças, a sua maneira de pensar e agir e a sua determinação frente a um obstáculo, sempre com a sua maneira de pensar única e diferente.

Um livro que gostei e que recomendo a todo!

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