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domingo, 9 de setembro de 2018
Autora: Célia Correia Loureiro
ISBN: 9789897542473
Edição ou reimpressão: 10-2016
Editor: Marcador
Páginas: 330

Sinopse:
Pouco depois de se casar, a sorte do conde de Cerveira sofre um revés. Uma série de infortúnios deixam-no à beira da ruína financeira e não demora muito para que comece a desconfiar dos intentos da estranha de beleza intrigante que desposou. Perante a dúvida, decide enviar Leonor Sanches para um exílio temporário junto do tio, que ensina na prestigiada Trinity College, em Dublim. Conforme a epidemia de cólera vai ceifando as vidas de cristãos e anglicanos na Irlanda, também o coração de Leonor Sanches se oferece à tragédia. Cinquenta anos depois de perder o seu bem mais precioso para as tropas de Napoleão, Mariana Turner sente que está a um passo de descobrir toda a verdade sobre os acontecimentos de Março de 1809. Novas revelações apontam para que a condessa de Cerveira, encarcerada no Porto, seja a chave para resolver o mistério. Munida de uma determinação inabalável, tudo fará para conseguir deslindar o passado de Leonor Sanches -fidalga e anjo caído.


Opinião:
Eu gosto muito da escrita desta autora portuguesa. Já li vários livros da Célia, tendo-me encantado com o livro "Demência", que guardo na minha estante com muito amor e carinho. Desde então sempre que consigo tento ler os seus livros, mesmo que, como foi o caso deste, tenha demorado algum tempo a lê-lo, pois precisei de estar com o "espírito" certo para este tipo de leitura.

Leonor Sanches encontra-se encarcerada em prisão perpétua até ao fim dos seus dias. O seu passado é cheio de segredos e intrigas, muitas das quais ninguém conhece ou simplesmente não quer enumerar. Decidida a trazer luz a estes segredos tão obscuros, Mariana Turner faz de tudo para saber se Leonor é quem ela pensa ser e quer a todo o custo saber o seu passado e como chegou ali.

Não vou contar mais sobre este livro, pois ele teve imensas reviravoltas e foi uma narrativa construída de forma lenta e cuidada, atado as pontas soltas com grande mestria. E basta contar-vos uma dessas pontas e "destruía" parte do segredo desta narrativa.

Este livro foi como um puzzle e apenas no final todas as peças se juntam. Saltando de ano em ano, quer para a frente quer para trás, e conhecendo a narrativa a partir do olhar de diversas personagens, tive que ter imensa atenção enquanto lia este livro, pois todos os pormenores eram importante e todas as informações que nos eram dadas iam juntar algo de novo à história e à vida das nossas personagens.

Acho engraçado como todos os livros da Célia têm um estilo ao mesmo tempo muito próprio mas também com algo muito diferente entre si. Uma coisa que os une é o facto de existir sempre tragédia nas suas história, muito à moda do fado português, uma comparação que me surge ao ler os seus livros. Há sempre tragédia a unir as personagens dos livros e por norma as suas histórias andam em redor disso. Por outro lado há livros que se notam mais pessoais (como foi o caso do "Demência" que eu adorei) e aí nota-se uma diferença na maneira de contar a história. Algo que eu acho muito engraçado e bom da autora, como se ela passasse para o papel o seu estado de espírito "literário" do momento.

Apesar de este livro ser o segundo da trilogia a que pertence "A Filha do Barão" (onde se conta a história de Mariana, que aqui nos aparece como uma mulher muito mais velha), pode ser lido de forma autónoma, pois aqui centra-se muito mais em Leonor e toda a história desta fidalga caída em desgraça.

Um livro de uma autora portuguesa que consegue sempre supreender-me. Tenho adorado todos os seus livros e sem dúvida que irei ler o próximo que publicar! Quem não conhece a sua escrita tem que experimentar, sem dúvida que não se irá arrepender!

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