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domingo, 13 de janeiro de 2013

Resultado de "Todos os Dias são Meus"

E chegou ao fim mais um passatempo!

Quero agradecer imenso à Editorial Estampa pelo apoio e a todos que publicitaram este passatempo nos seus blogs e fóruns.

As respostas são:
1) De um romance de pretexto policial.
2) De Portugal.
3) Novas Direcções.

E o vencedor, escolhido através do site random.org, é:
121 - Paula Alexandra Robalo de Figueiredo Lopes

Parabéns ao vencedor! Espero que goste deste livrinho ;)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ana Saragoça [Autor Nacional do Mês]


Fale-nos um pouco sobre si. 
Nasci em 1966 em Viana do Alentejo. Frequentei a Faculdade de Letras de Lisboa e a Escola Superior de Teatro e Cinema, na vertente de Formação de Actores. Estreei-me como actriz em 1988 no Teatro da Cornucópia. Em paralelo com a carreira teatral exerci sempre a actividade de tradutora, que mantenho até hoje. 

Como surgiu a escrita na sua vida? 
A escrita surgiu logo que aprendi a ler e me apaixonei pela leitura. Durante muitos anos mantive um diário. Embora sem qualquer valor literário, criou em mim o hábito e o gosto de escrever. De um modo geral, sempre tive mais facilidade em exprimir pensamentos e sentimentos por escrito. A escrita ‘organiza’ o pensamento.

O que é que a levou a escrever este livro? 
O livro foi surgindo muito lentamente da vontade de mostrar um universo urbano que conheço bastante bem, e também de mostrar personagens muito diferentes a falar directamente para o leitor, embora através de um artifício. 

Quais foram as suas referências e inspirações enquanto o escrevia? 
Referências literárias conscientes, nenhuma. Mas é natural que os meus autores preferidos de língua portuguesa me tenham influenciado, de tanto os ter lido: Eça de Queiroz, Mário de Carvalho, José Cardoso Pires, Dinis Machado… A minha inspiração foi apenas aquilo que me rodeia, a infinita e fascinante variedade humana, que podemos encontrar onde quer que estejamos. Basta abrirmos bem os olhos e os ouvidos.

O que sentiu ao receber a resposta afirmativa de uma das editoras portuguesas? 
Uma enorme alegria e também alguma incredulidade. Só acreditei mesmo que ia ser editada quando assinei o contrato com a Estampa. Foi um momento inesquecível. 

Alguma vez teve medo que não funcionasse? 
Não sei se o termo ‘funcionar’ se adapta ao que se pretende de um livro. E, já agora, ‘medo’ também não terá sido bem o que senti. Queria muito que o livro fosse lido, criticado e discutido. Acho que esse objectivo tem estado a ser atingido. 

Tem recebido feedbacks dos seus leitores? 
Sim. A internet criou uma relação muito diferente entre autores e leitores, e eu nunca pretendi qualquer distância de quem me lesse. Por isso criei uma página para o livro no Facebook, (https://www.facebook.com/TodosOsDiasSaoMeus) onde acolho calorosamente as palavras dos leitores. E as críticas que entenderem por bem fazer-me, claro. 

Podemos ficar à espera de outro livro seu? 
O que mais gosto de fazer na vida é escrever. De momento estou mais dedicada à escrita de textos para teatro, mas, assim que a vida me permitir, vou mergulhar a fundo na construção de um novo romance: já tem título e história, ‘só’ falta mesmo escrever. 

Sei que pertence à fantástica comunidade BookCrossing. Qual acha que é a importância deste género de comunidade no mundo literário?
No mundo literário, não sei. Sei que há alguns autores bookcrossers – o Richard Zimmler, por exemplo – e nas convenções de Bookcrossing temos tido sempre a presença de autores. Não me parece que os autores e os editores tenham grande noção da utilidade do Bokkcrossing, e alguns podem até vê-lo como prejudicial à sua actividade, uma vez que promove a leitura gratuita. O que não sabem é que promove, e de que maneira, a compra de livros. Alguns livros que li através do Bookcrossing e que me levaram a adquirir mais tarde vários exemplares para possuir e para oferecer: Um Amor Feliz, de David Mourão-Ferreira, Os da Minha Rua, de Ondjaki, Casos do Beco das Sardinheiras, de Mário de Carvalho, O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, e muitos, muitos outros. 
Para mim, o Bookcrossing foi determinante na decisão de escrever e tentar publicar. Daí que lhe tenha dedicado o meu primeiro livro.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Todos os Dias são Meus

Autora: Ana Saragoça
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 104
Editor: Editorial Estampa
ISBN: 9789723326673
Coleção: Novas Direcçoes

Sinopse:
Um prédio. Uma morte. Um mistério.Não se trata, porém, de um romance de pretexto policial. É verdade que há polícias e testemunhas - sobretudo testemunhas - e alguns suspeitos. Mas Todos os Dias são Meus é um extraordinário retrato do Portugal profundo, com os seus tiques, os seus ressentimentos, os seus ridículos.


Opinião:
Eu estou já na comunidade Bookcrossing há uns anitos e foi por lá que fiquei a conhecer este livro, pois a autora é nada mais do que um das mais adoradas bookcrossers lá do sítio. Nunca tinha lido nada dela, por isso quando peguei neste pequeno livrinho tinha uma grande curiosidade em saber o porquê de tanto alarido à sua volta.

Uma jovem rapariga foi encontrada morta no elevador de um prédio como qualquer outro da zona de Lisboa. Um crime que fez com que todos os inquilinos andassem a falar uns com os outros e para si mesmos sobre o porquê daquilo se ter passado, se teriam o assassino à solta e se correriam perigo! Através de uma investigação policial acabamos por descobrir quem é o verdadeiro assassino, as suas razões, os seus pensamentos durante o crime e acabamos assim por chegar a uma interessante conclusão.

Este é um livro que não posso fazer um grande resumo, pois o livrinho é mesmo muito pequenino (tecnicamente menos de 100 página). Mas muito sinceramente surpreendeu-me, pois o que faz o livro ser o que é não é o seu tamanho nem é apenas o crime em que se centra. É ao ir passando as páginas descobrir pessoas tão distintas no mesmo "ambiente", ler o que elas pensam, o que elas sentem. Ver como são retratadas. E é ainda mais interessante ler isso graças à escrita da autora, uma escrita com que nunca me iria deparar se estivesse a falar de traduções, pois nela estão impressos os padrões da nossa cultura, a maneira de pensar do nosso povo e de agir. Cada capítulo é do ponto de vista de cada testemunha do homicídio. Do ponto de vista destes enquanto fazem o depoimento a um polícia que apenas conhecemos através dos seus olhos. Através destes depoimentos deparamo-nos com certos tiques portugueses, certas formas de pensar e falar que estão espalhadas pelo nosso país. Ficamos também a conhecer a verdadeira vida destes, o que escondiam de olhares alheios e acabamos também por conhecer a vítima como esta era vista pelos outros.

Tive pena do livro ter acabado tão depressa, pois gostei imenso do que li, uma escrita que me prendeu e divertiu, pois é imensamente rica e até mesmo sarcástica a um nível de humor negro, o que foi uma verdadeira alegria, pois surpreendeu-me.

Sem dúvida que caso a autora publique alguma coisa mais eu irei tentar ler o novo trabalho, pois este pequenino livro surpreendeu-me imenso, sendo a minha única crítica o facto de ter terminado tão depressa por ser tão pequeno.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Passatempo "Todos os Dias são Meus"

Com o precioso apoio da Editorial Estampa vimos oferecer um exemplar do livro "Todos os Dias são Meus" de Ana Saragoça.

Se querem ter a oportunidade de ganhar este maravilhoso livrinho é só responder às pequenas e simples questões que se seguem. Todas as respostas podem ser encontradas no site da editora. Boa sorte e boas leituras!!

Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 12 de Janeiro (sábado).
2) Só é válida uma participação por pessoa e residência.
3) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado por mim, via CTT.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.