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sábado, 3 de janeiro de 2015

Separação

Autora: Lauren DeStefano
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 296
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896575427

Sinopse:
Após ter suportado o que há de pior em Vaughn, Rhine encontra um improvável aliado no seu irmão, um inventor excêntrico chamado Reed. Obtém refúgio na sua casa em ruínas, apesar de as pessoas que deixou para trás se recusarem a permanecer no passado. Enquanto Gabriel assombra as memórias de Rhine, Cecily está determinada a continuar ao lado de Rhine, embora os sentimentos de Linden estejam ainda divididos entre ambas.
Entretanto, o crescente envolvimento de Rowan na resistência clandestina obriga Rhine a procurá-lo antes que faça algo de irremediável. Mas o que descobre pelo caminho tem implicações alarmantes no seu futuro e no passado que os pais nunca tiveram oportunidade de lhe explicar.


Opinião:
Queria tanto ler este livro! Depois do final do segundo livro da trilogia esperei ansiosamente para que saísse o terceiro e último. O fim da coleção. Queria saber como terminaria tudo para Rhine. A desculpa de Vaughn para todo o mal que fez. A relação entre Rhine e Linden agora que esta lhe decidira contar toda a verdade... Estes são vários pontos que queria ver discutidos neste livro. Pontos esses que foram todos respondidos, embora nem sempre da forma mais satisfatória.

Rhine consegue fugir do pesadelo em que se encontra. Encarcerada durante diversos meses, alvo das mais diversas experiências, é quando foge que descobre que o seu irmão ainda estava vivo. Vivo e de boa saúde, sendo um dos principais chefes nas mais recentes revoltas que estão a ocorrer em volta de todo o globo. Decidida a encontrar o seu irmão, Rhine tenta que a deixem em paz, mas Cecily, a sua irmã-noiva, precisa do apoio dela mais do que nunca e Linden apesar de dizer que já não quer saber de Rhine, continua a adorá-la e esta tem um lugar muito especial no seu coração.

Fugidos e escondidos de Vaughn, mesmo assim este encontra-as e ameaça-as (de forma muito subtil), para se juntarem a ele. Mal sabiam que o objetivo que tinham a cumprir, encontrar o irmão de Rhine, estava mais próximo e mais relacionado com Vaughn do que todos pensavam.

Não sei o que dizer sobre este livro. Acho que de toda a coleção foi o livro mais fraco. Um livro que se lê muitíssimo bem, essencialmente devido ao talento inato da autora para colocar sentimentos em papel, mas que acaba por pecar na velocidade de toda a ação. Se inicialmente a ação me pareceu muito lenta, com o pára arranca entre as decisões de Cecily, Linden e Rhine, no final achei que foi tudo muito apressado. As ações não foram explicadas correctamente, nem os sentimentos das personagens enquanto faziam o que faziam.

Houve mortes que apareceram do nada e que nem atingiram as outras personagens assim tanto quanto eu estava à espera. A relação entre Rhine e o irmão, que inicialmente parecia tão forte, pareceu-me mais a relação de dois conhecidos que já não se viam há imenso tempo. Com medo de falarem um com o outro, de serem sinceros nas suas opiniões, especialmente Rhine. E este foi um dos pontos que mais me confundiu. Para uma pessoa que lutou tanto para estar ao lado do irmão, uma pessoa que ao longo da trilogia se distinguiu por ter fortes opiniões próprias, neste livro acaba por ficar muito caladinha para não "piorar" as coisas. Não diz quem é realmente Vaughn ao irmão, não lhe conta o que este lhe fez, não conta como foi parar às mãos de Linden como uma escrava.

Este foi um daqueles livros em que não há aprofundamento algum das personagens, que lemos porque queremos saber como termina a trilogia e como irão ficar as personagens no fim. Para além de não aprofundarem as personagens as suas ações não são explicadas, as mortes são rápidas e pouco faladas e pareceu-me um final apresado, como se a autora tivesse que escrever um final e não soubesse ainda bem como queria desenvolver as coisas, o que foi pena, pois era uma história com grande potencial para o final. Nem a relação de Rhine com Gabriel foi desenvolvida...

Um final que me desiludiu, embora tenha passado umas boas horas na companhia deste livrinho. Aconselho lerem a trilogia do início ao fim, mas não esperem um final excepcional.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Delírio - O Jardim Químico (Livro II)

Autora: Lauren DeStefano
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 232
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896573348

Sinopse:
Rhine e Gabriel fugiram da mansão, mas o perigo nunca ficou para trás.
Para Rhine de dezassete anos, a arriscada fuga do casamento polígamo parece ser o princípio do fim. A evasão leva Rhine e Gabriel a uma armadilha sob a forma de uma feira popular, cuja dona mantém várias raparigas prisioneiras, Rhine acaba de fugir de uma prisão dourada para se meter noutra ainda pior.
A jovem acaba por percorrer um cenário tão sombrio como o que deixou há um ano - que reflecte os seus sentimentos de medo, desespero e desesperança.
Com Gabriel a seu lado está decidida a chegar a Manhattan para se encontrarem com Rowan, o irmão gémeo, mas a viagem é longa e perigosa e o que Rhine espera que seja uma segurança relativa revelar-se-á muito diferente.
Num mundo onde as raparigas só vivem até aos vinte anos e os rapazes até aos vinte e cinco, o tempo é precioso e Rhine não tem como escapar nem iludir o excêntrico sogro Vaughn, que está determinado a levá-la de novo para a mansão... a todo o custo.
Nesta sequela de Raptada, a heroína tem de decidir se a liberdade vale a pena, pois tem mais a perder do que nunca.


Opinião:
Eu adorei o primeiro volume desta distopia. Achei uma história tão interessante, com um tema de tal forma diferente que me prendeu do início ao fim e então, mal soube que ia sair este livro, não resisti.

Rhine fugiu da mansão. Graças à sua irmã de casamento, conseguiu fugir e tem como objectivo encontrar o seu irmão, a única pessoa da sua família viva e por quem morre de preocupação. Com ela fugiu também Gabriel, um criado na mansão onde Rhine se encontrava prisioneira e noiva de Linden, uma personagem com quem eu simpatizei imenso, embora tenha achado a sua suposta inocência um pouco por demais.

Tentando fugir para o mais longe possível da mansão, Rhine acaba por ser apanhada pela dona de uma certa feira popular. E se pensam que esta feira popular é como as nossas enganam-se. Esta feira era praticamente um bar de prostituição, em que jovens raparigas sem trabalho e forma de sobreviverem faziam o que podiam para terem alimento e sítio onde dormir. Este novo mundo acaba por criar em Rhine um novo sentimento de desespero, acabando por concluir que a mansão onde se encontrara antes não era o pior sítio para terminar a sua vida. Afinal lá tratavam dela, e apesar de em certa forma estarem com alguém contra a sua própria vontade, esse alguém era apenas um, nunca soubera da verdadeira situação delas e era uma pessoa querida e preocupada com o seu bem estar. Agora nesta nova feira popular a preocupação é satisfazer a clientela e todos os que vão contra isso irão ser castigados de uma forma ou de outra.

Este livro adquire, pelo menos na minha opinião, um tom muito mais negro que o anterior. Embora no anterior nos pudéssemos sentir chocados com o que estava a acontecer naquele mundo, por assim dizer, a verdade é que o pior que aconteceu foi praticamente a cena inicial em que para escolher Rhine como noiva todas as outras selecionadas tinham sido mortas. Mas neste livro temos muito mais que isso. Acabamos por entrar num ambiente sufocante, onde drogas e sexo são os principais ingredientes e embora a autora descreva tal coisa de uma forma por vezes muito soft (não fosse este um livro para um faixa etária  essencialmente adolescente), pelo menos eu na minha cabeça começava a imaginar o ambiente opressivo, o medo, os olhos moldados pela drogas que lhes corria nas veias e isso fez com que achasse este livro muito mais pesado.

Mas não foi só esta parte que achei pesada. Temos partes em que se estão a desenrolar experiências na própria Rhile e essa parte deixou-me deveras enojada com a suposta humanidade existente nos seus captores. Uma humanidade cruel, que não quer saber quem magoa a fim de chegar ao seu objectivo. Uma humanidade que apenas pensa nela própria, contando mentiras bonitas para parecer que o que estão a fazer é correcto.

Uma pequena observação que tenho a fazer, embora não esteja propriamente relacionada com o livro, é a capa. Peço imensas desculpas à editora, mas esta capa não é nada atraente. Não me faz impressão o facto de ter a mesma rapariga que uma outra saga editada por outra editora portuguesa (embora num mercado tão pequeno como é o mercado literário em Portugal, ache que tal se podia evitar), mas faz-se impressão o facto de achar que foi quase copy paste da imagem da rapariga em cima da imagem do parque de diversões. Ah! a história tem um parque de diversões! Fantástico vamos pôr isso aqui. Ah! e a personagem principal é uma rapariga. E temos esta rapariga que parece misterioso. Juntamos e já está! Enquanto que a primeira capa foi um factor que me fez começar a ler a saga, se essa primeira capa se assemelhasse a esta acho que ainda não tinha iniciado a trilogia.

Como referi este é um livro muito mais negro, mas isso não o torna mau, antes pelo contrário. É um livro que acho que embora se leia muitíssimo bem, lê-se de uma forma mais calma que o anterior, pois enquanto que a carga emotiva existente no primeiro era relacionada com romance, neste é relacionada com drogas, sexo e sim, também existe romance. Um livro que adorei e cujo final era algo que queria imenso que ocorresse, por isso mal posso esperar para que saia o terceiro volume!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Raptada - O Jardim Químico (Livro I)

Autora: Lauren DeStefano
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 256
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896572204

Sinopse:
Graças à ciência moderna, todos os recém-nascidos são bombas-relógio genéticas - os homens só vivem até aos vinte e cinco anos e as mulheres até aos vinte. Neste cenário desolador, as raparigas são raptadas e forçadas a casamentos polígamos para que a raça humana não desapareça. Levada pelos Colectores para se casar à força, Rhine Ellery, uma rapariga de dezasseis anos entra num mundo de riqueza e privilégio. Apesar do amor genuíno do marido Linden e da amizade relativa das suas irmãs-esposas, Rhine só pensa numa coisa: fugir, encontrar o irmão gémeo e voltar para casa.
Mas a liberdade não é o único problema. O excêntrico pai de Linden está decidido a encontrar um antídoto para o vírus genético que está prestes a levar-lhe o filho e usa cadáveres nas suas experiências. Com a ajuda de um criado, Gabriel, pelo qual se sente perigosamente atraída, Rhine tenta fugir no limitado tempo que lhe resta.


Opinião:
Este livro enfeitiçou-me assim que o vi. A capa é lindíssima... A sinopse é super curiosa e muitíssima interessante e diferente do que tenho lido! Assim, quando me emprestaram o livro e consegui arranjar tempo para o ler... foi o que fiz de imediato!

Rhine Ellery encontra-se presa com outras 14 raparigas... Este era o dia que ela mais receava, o dia em que seria apanhada pelos colectores. Rhine vive numa sociedade onde o período de vida dos homens não ultrapassa os 25 anos e das mulheres dos 20 anos. Tudo começou quando uma geração de crianças, alteradas graças à ciência moderna, nasceram praticamente perfeitos em todos os sentidos. Uma geração com maior tempo de vida, belos e inteligentes. Embora esta geração fosse perfeita, por alguma razão o tempo de vida dos seus filhos era demasiado diferente (e menor). A partir daí surgiu a luta desesperada da humanidade para descobrir uma cura para esta horrível doença, algo que faça a raça humana voltar ao que era. Para isso é que existem os colectores, um grupo que rapta crianças (normalmente raparigas) e depois escolhe entre o grupo de raparigas raptadas as que acham mais interessantes e intrigantes para as levarem aos chefes das famílias mais ricas a fim destes as desposarem e terem vários filhos. Filhos esses que são utilizados para experiências para encontrarem um antídoto para a doença que assola a população.

Rhine teve, pode-se dizer, sorte, de ser uma das escolhidas desses grupos. Porquê sorte? Porque ela, em conjunto com outras duas raparigas foram escolhidas, tendo as restantes sido de imediato eliminadas a sangue frio. Rhine pensa nisso durante todo o tempo em que está com o seu novo "senhor". Linden de seu nome, é filho de um homem pertencente à primeira geração. Um homem sem escrúpulos que tenta descobrir o antídoto. Apesar da falta de escrúpulos, este homem ama o filho com todo o seu coração e faz todos os possíveis para o ver feliz. Linden é uma alma demasiado pura  e muitíssimo diferente do seu pai, algo que vamos descobrindo ao longo de todo o livro.

Muito sinceramente gostei mais deste livro do que esperava. As minhas expectativas iniciais eram altas, mas começaram a baixar após a leitura de algumas opiniões que encontrei em diversos blogues. Mas já sabem o que se diz, não podemos gostar todos da mesma coisa e embora tenha visto pessoas que apenas acharam o livro engraçado, eu achei-o muitíssimo bom! Adorei mesmo! A personagem de Rhine é fantástica. Embora esteja presa e com apenas 4 anos de vida restantes, em vez de decidir ter uma boa vida (embora falsa) ao lado de Linden, continua sempre a ter em mente o facto de mal o conhecer, de ter sido obrigada a casar, de a terem raptado e o seu irmão estar sozinho sem notícias suas. Sempre com isto em mente, e embora tente fazer o menor mal possível a Linden pois descobre que este é muitíssimo boa pessoa e não sabe "da história a meio", a mente de Rhine trabalha ao máximo para encontrar uma forma de fugir daquela prisão disfarçada. Mas isso torna-se mais difícil devido à presença do pai de Rhine, que é um homem frio e muitíssimo calculista e devido à paixão que Rhine começa a desenvolver por Gabriel, um dos empregados da casa. Um rapaz querido, lindo e que se preocupa imenso com ela.

Muito sinceramente estou dividida... embora adore a personagem de Gabriel, Linden tornou-se uma personagem que me admirou imenso. É tipo... criança imensamente protegida, uma alma demasiado pura. Embora tenha perdido a primeira esposa, acabou por casar por capricho do pai e depois descobre em Rhine uma pessoa sincera e simpática (embora não saiba que ela só está a ser calculista para escapar). Tem uma alma de artista, adorando desenhar, especialmente edifícios, tendo sido arquitecto antes de a primeira mulher ter adoecido de tal forma que não a conseguia deixar sozinha em casa. Linden tem algumas más atitudes, mas se virmos todo o retrato, para ele não são más. Foi o que lhe fora ensinado ser correcto, o que ele vira ser feito toda a vida. Gostei muito desta personagem e embora sem muita expectativa, espero que ele seja mais desenvolvido nos próximos livros.

Uma trilogia que vou acompanhar e que espero ansiosamente pelo próximo volume!