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segunda-feira, 9 de julho de 2012
Autor: Isaac Marion
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 248
Editor: Contraponto
ISBN: 9789896660659

Sinopse:
R. é um jovem em plena crise existencial. É um zombie. Numa América devastada pela guerra, pelo colapso da civilização e pela fome incontrolável de hordas de mortos-vivos, R. anseia por algo mais do que devorar sangue quente. Só consegue pronunciar alguns monossílabos guturais, mas a sua vida interior é rica e complexa, cheia de espanto pelo mundo que o rodeia e desejo de o compreender - bem como a si próprio. R. não tem memórias, não tem identidade e não tem pulsação= mas tem sonhos. Depois de um ataque, R devora o cérebro - e, com ele, as memórias - de um rapaz adolescente, e toma uma decisão inesperada: não devorar a jovem Julie, a namorada da sua vítima, e até protegê-la dos outros zombies. Começa então uma relação tensa mas estranhamente terna entre ambos. Julie traz cor e vivacidade à paisagem triste e cinzenta da semi-vida de R. e a sua decisão de proteger Julie pode até trazer de volta à vida um mundo marcado pela morte=Tão assustador quanto divertido e surpreendentemente terno, Sangue Quente é um livro sobre pessoas mortas que se sentem vivas, pessoas vivas que se sentem mortas - e o que podem sentir e fazer umas pelas outras.


Opinião:
Hmm... Primeiro pensamento ao descobrir este livro "a contraponto descobriu uma nova paixão, zombies!". Mas não posso dizer que não tenha ficado curiosa. Afinal o que é que nós pensamos dos zombies? Seres nojentos, a descomporem-se tipo cadáveres e sem charme ou interesse nenhum! Pois bem, é nestes pontos que o livro nos acaba por intrigar.

R é um zombie. Por sinal em bom estado de decomposição e não parece estar a decompor-se tão rapidamente como muitos outros. Ainda num estado em que com calma seria capaz de se fazer passar por um humano, é um zombie que gosta de estar sozinho a pensar, a compreender e a aprender. Numa das suas caçadas por humanos e pelas partes mais apetitosas destas (cérebros), R acaba por se alimentar de um maravilhoso e delicioso cérebro que o afecta mais que qualquer outro que alguma vez o tenha alimentado e deliciado! Aquele tem memórias belas e profundas, que lhe mostram um amor pela vida sem igual e também o amor por uma rapariga, Julie, uma jovem rapariga que R acaba por salvar devido às várias memórias que momentaneamente o assombram após ingerir tal iguaria!

Julie é uma humana normal. Uma humana normal que acaba de perder todos os amigos e de ser raptada por um estranho zombie que a tenta proteger de uma forma estranha e carinhosa. Mas uma humana normal que desperta em R sentimentos estranhos que este tenta acimentar ao continuar a alimentar-se lentamente do cérebro do namorado dela, calmamente para aproveitar cada sentimento, cada réstia de esperança. R é curioso por natureza e tenta preservar aquela dádiva enquanto se questiona constantemente como pode estar a sentir aquilo, porquê ele e não outro zombie?

Toda esta história se apoio no princípio de que as memórias são importantes, com elas vêem os sentimentos, com os sentimentos tornamo-nos mais humanos. É este o processo pelo qual R passa ao longo do livro, levando a uma evolução no mundo, onde zombies acabam por sentir algo mais e os humanos embora a medo começam a aceitá-los.

Fiquei muitíssimo surpresa! Personagem fantásticas, especialmente R que questiona tudo e todos, escrita simples e sublime que nos leva a ler tudo de um ápice sem sequer nos apercebermos. Uma história muitíssimo humana que nos conta como os sentimentos são muito importantes e são estes que nos fazem ser quem somos, agir por agimos, pensar como pensamos. Um livro que superou expectativas e espero que o filme baseado no mesmo que aí vem também me surpreenda!

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