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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Autor: Jonathan Safran Foer
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 456
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722524230

Sinopse:
Oskar Schell tem nove anos e é inventor, francófilo, tocador de tamborim, ator shakesperiano, joalheiro, pacifista. Além disso, está a empreender uma busca urgente e secreta através das cinco zonas de Nova Iorque a fim de encontrar a fechadura onde entra uma chave misteriosa que pertencera ao pai, morto no atentado contra o World Trade Center. Oskar, uma inspirada criação do autor, é encantador, exasperante e inesquecível. 


Opinião:
Este livro deixou-me com sentimentos contraditórios. Um livro estranho mas que à medida que o vamos lendo encanta-nos de uma maneira muito própria e especial.

Oscar Schell tem 9 anos e é um rapaz bem diferente de todos os seus amigos. Adora fazer coleções de tudo o que pode, é vegetariano, adora enviar cartas e não acha graça nenhuma à televisão. Coleciona expressões francesas que está sempre a usar no seu dia a dia e apesar da tenra idade tem uma curiosidade acima do normal pelos fenómenos físicos que ocorrem à volta de todo o mundo. Embora goste muito da sua mãe, é com o pai que tem um lanço muito forte. É ele que tem a paciência e o conhecido para lhe responder a todas as perguntas que surgem na mente da curiosa criança e é ele que o ajuda nas suas coleções. Mas num dia que parecia ser como qualquer outro o pior acontece... o seu pai morre.

É aí que Oskar muda um bocado a maneira de ver as coisas e sente falta de alguém em quem se apoiar. Alguém que lhe responda às suas mil e uma perguntas, alguém que não veja as suas manias como algo estranho e preocupante. É assim que começa a viver uma relação demasiado reservada para com a mãe, ficando cada vez mais próximo da sua avó. Um dia Oskar decide vasculhar as coisas do seu adorado pai e encontra escondida num envelope uma chave, com uma pequena anotação, "Black". Esta anotação de imediato desperta a mente curiosa da nossa personagem, julgando esta aquilo ser apenas mais um dos jogos que fazia diariamente com o seu pai.

Mas a chave encerra mais do que aquilo que parece, e é isso que o nosso Oskar terá que descobrir.

Não sei bem o que achar deste livro. Se por um lado achei o final enternecedor e adorável, por outro achei a escrita demasiado artística, por assim dizer. É uma escrita estranha e muito própria que me baralhou em diversos pontos da narrativa. Temos a história da busca de Oskar, um rapaz inteligente e muito curioso que perdeu o pai, uma pessoa que adorava. Uma história sobre a perda de alguém que nos é próximo e como esta pessoa se manterá sempre connosco, nem que seja nos nossos próximos pensamentos.

É um livro que marca de uma forma muito especial e que apesar de ter-me baralhado em algumas partes, gostei de um ler. Mas é uma narrativa que se tem que ler devagar, de forma a aproveitarmos cada parte da história como se fosse a última e desta forma conseguimos sentir Oskar mesmo ao nosso lado e "entramos" melhor no espírito da narrativa.

2 devaneios :

kassie disse...

Adorava ler este livro! Tenho-o em wishlist há imenso tempo :)

v_crazy_girl disse...

Eu gostei de o ler, mas é um livro que se tem que ler devagar para compreender e ter a mente aberta em relação à escrita, pois pelo menos da minha parte foi algo com uma escrita muito diferente do que quer que tenha lido antes :)