Quem sou eu?

A minha fotografia

Anteriormente conhecida como v_crazy_girl, a 30 de Agosto de 2014 essa conta foi apagada, tendo assim decidido criar algo mais pessoal e próprio para o blogue literário de longa data.

Na Mesa de Cabeceira...

Na Mesa de Cabeceira...
"O Amor que Nos Une" de Megan Maxwell

Passatempo

Passatempo
Resultados!

Seguidores

Com tecnologia do Blogger.

Facebook

Arquivo do Blogue

domingo, 15 de dezembro de 2013
Autora: Philippa Gregory
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 472
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04430-3

Sinopse:
1787. Bristol é uma cidade em franco crescimento, uma cidade onde o poder atrai os que estão dispostos a correr riscos. Josiah Cole, um homem de negócios que se dedica ao comércio de escravos, decide arriscar tudo para fazer parte da comunidade que detém o poder na cidade. No entanto, para isso, Cole vai precisar de capital e de uma esposa bem relacionada que lhe abra as portas necessárias.
Casar com Frances Scott é uma solução conveniente para ambas as partes. Ao trocar as suas relações sociais pela proteção de Cole, Frances descobre que a sua vida e riqueza dependem do comércio respeitável do açúcar, rum e escravos.
Entretanto, Mehuru, um conselheiro do rei de Ioruba, em África, é capturado, vendido e enviado para Bristol, onde será educado nos padrões ocidentais por Frances, por quem, inexoravelmente, se irá apaixonar.


Opinião:
Devo dizer que estava com imensa curiosidade relativamente a este livro. Para além de adorar Philippa Gregory e de devorar todos os seus livros, este pareceu-me um livro diferente do normal para o que leio da autora. Costumo ler os seus livros da época Tudor, por isso este livro, que não se centra nos monarcas mas sim na época comercial e nos comerciantes que a fizeram, criou-me uma grande curiosidade.

Josiah Cole e a irmã são detentores de um grande negócio. Um negócio que nasceu do sangue e suor dos seus pais, pessoas simples que nasceram sem nada e que graças à sua paciência e inteligência conseguiram subir na vida. Património esse que agora é cuidado e aumentado pelos seus dois filhos. Mas os tempos são difíceis para quem não tem nome feito e sendo os irmãos Cole filhos de simples pessoas de campo, terão que arranjar forma de ultrapassar tal obstáculo.

Frances Scott tem nome, um nome muito conhecido e antigo que muito diz naqueles tempos. Mas por vezes um nome não chega para sobreviver e desesperada, sem dinheiro e prestes a perder o tecto onde vive, Frances decide arriscar e fazer uma proposta a Josiah. A sua fortuna pelo seu nome. Um tecto para sobreviver em troca de uma possibilidade de aumentar o seu negócio. Uma proposta que pode ser alcançada através de casamento.

Mas a vida de ambos não poderia ter tomado um caminho mais diferente. Convencidos que finalmente tinham alcançado a felicidade, tudo muda quando Josiah decide confiar demais nos seus novos amigos do Merchant Venturers of Bristol, uma sociedade de mercadores, composta pelos mais ricos e influentes homens de Bristol, o prémio por finalmente ter um grande nome de família. Enquanto  Josiah lida com os problemas da sua vida de mercador, o seu novo negócio, os escravos africanos, são o que atormentam Frances. Tendo como obrigação ensinar estes escravos a ler e a fazer de forma apropriada todas as tarefas domésticas, de forma a que o seu valor de mercado aumente, Frances não consegue deixar de criar um laço com estes. Um laço de confiança, amizade e até mesmo amor.

Este é um livro que debate diversas situações da altura e que deixa uma marca diferente na consciência de cada leitor. Através dos irmãos Scott vemos a influência que os ricos (por vezes nem tão ricos quando isso, mas com nome de família) têm no mundo e descobrimos como o trabalho árduo de outros era por diversas vezes deitado por terra simplesmente por estes não terem o mesmo nome influente que outros. Já através de Frances vemos a crueldade com que eram tratados os escravos. Um episódio que me marcou muito no livro foi quando um dos mercadores ricos diz a Josiah para lhe trazer a melhor escrava feminina que ele tinha, para se divertirem. Josiah faz o que ele lhe manda, afinal de contas o rico não era ele, esse era apenas o seu objectivo de vida. E este traz assim uma das escravas que acaba por ser violada sucessivas vezes por mais que um homem. A forma como é descrito, do ponto de vista de Frances, a esposa que nada pode fazer contra o marido, embora tal acto lhe pense na consciêcia, torna tudo ainda pior. E a forma como a escrava lida com este acontecimento atingiu-me ainda mais que o resto.

Um livro que adorei, muito diferente de tudo o que li da autora mas igualmente fantástico! Aconselho a todos!

0 devaneios :