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segunda-feira, 13 de junho de 2016
Autora: Anne Bishop
ISBN: 9789896374921
Edição ou reimpressão: 2013
Editor: Saída de Emergência
Páginas: 128

Sinopse:
Numa aldeia vizinha da cidade de Visão ninguém conhece o sabor da mágoa e da angústia, mas essa comunidade, aparentemente idílica, esconde um segredo tenebroso. Quando era pequena, Nalah não percebia porque a mandavam levar um bolo à menina muda a quem chamavam «A Voz» sempre que se sentia mal.
Sabia apenas que isso a ajudava a melhorar. Já crescida, desvenda esse mistério e anseia por fugir da aldeia opressiva onde sempre viveu. Só depois de visitar a cidade de Visão e de conhecer o Templo das Mágoas, compreende o que tem de fazer para se libertar…


Opinião:
Como eu adoro esta autora!! Tem um dom como nunca vi para os romances fantásticos e escreve fantasia negra como ninguém. De referir que todas as suas histórias são como uma lufada de ar fresco, pois são sempre narrativas que não me lembro de ler em lugar algum e que têm tanto do melhor como do pior do ser humano. E este conto não foi excepção, que história fantástica!!

Nalah vive numa aldeia especial. Os seus habitantes têm uma alegria de viver como nunca se vira, todos se dão bem e nada de estranho se passa. Ou pelo menos é isso que os habitantes mais velhos da pequena aldeia querem que todos pensem. Mas a pequena Nalah sempre fora um ser curioso e que queria saber mais do que aquilo que lhe contavam e essa curiosidade leva a que descubra um segredo horroroso que a faz odiar aquela aldeia e todos aqueles que nela vivem.

Quando era pequena Nalah vira o que acontecia à criança chamada "A Voz". Uma criança que aparecera na aldeia do nada, sozinha, sem pais nem família alguma que a apoiasse. Cada vez que Nalah a via, esta criança estava mais gorda e triste, algo que não compreendia. Afinal de conta a Voz recebia prendas, todos os dias, dos habitantes da cidade! Porque razão estaria tão triste se era tão estimada por todos os habitantes?

Este é um livro que fala sobre a crueldade humana. Sobre a necessidade que temos de ser felizes e como por vezes fazemos outras pessoas infelizes para não sermos nós os azarentos. É um conto que acaba por ser como uma chapada na cara, pois a escrita crua mas ao mesmo tempo brilhante da autora não nos deixa largar esta história por mais cruel que ela seja. Temos um pouco de tudo na narrativa, desde infelicidade, crueldade e individualismo, a sentimentos mais positivos, como amor, apoio e aceitação. É um conto muito completo e que adorei. É sem dúvida uma premissa que teria pano para mangas, mas admito que gostei da forma como a autora deu um início, meio e fim à história sem adição de pormenores inúteis que não serviriam para nada. Centramos-nos mais na história e na verdadeira mensagem que a autora quer passar.

Um pequeno conto que me surpreendeu e que adorei!

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