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Anteriormente conhecida como v_crazy_girl, a 30 de Agosto de 2014 essa conta foi apagada, tendo assim decidido criar algo mais pessoal e próprio para o blogue literário de longa data.

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quinta-feira, 30 de julho de 2015
Autor: Anders De La Motte
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 424
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722529174

Sinopse:
O Jogo foi uma experiência perigosa para Henrik «HP». Encontra-se agora no meio de uma crise profunda, numa vida de grande isolamento, convencido de que está sob constante vigilância da polícia e do Mestre do Jogo. Vê sistematicamente pessoas das suas missões passadas e não tarda a que a sua paranoia se transforme em loucura. Já não sabe em quem ou em que acreditar e a fronteira entre o Jogo e a vida real é cada vez mais ténue. Ainda assim, está determinado a concluir uma derradeira missão que irá tornar o Jogo mais claro e desvendar a verdade que se esconde por detrás dele, sejam quais forem as consequências.
A vida de Rebecca mudou radicalmente desde que o irmão se envolveu no Jogo. Deixou a Polícia e começou a trabalhar numa empresa privada de IT. A sua relação está por um fio e ela tenta salvá-la. Quando se depara com um cofre que em tempos pertenceu ao seu pai e que contém uma arma e vários passaportes, começa a sua própria investigação em busca da verdade. Pode haver uma relação entre o passado do seu pai, o Jogo e aquilo que está a acontecer ao seu irmão, HP…


Opinião:
Esta é uma trilogia que me desperta diferentes sentimentos. Os dois primeiros livros têm uma ação rápida e por vezes perdia-me a meio da narrativa, mas apesar disso adorava cada momento, cada reviravolta e cada susto. Queria saber quem estava por trás de tudo, quem era o culpado do que estava a acontecer e porque é que estava a acontecer. Admito que este era o meu grande desejo do início ao fim e foi por isso que decidi terminar a trilogia.

HP estava medido num grande sarilho! Um sarilho que já lhe matou bons amigos e que está prestes a destruir o que lhe resta da família. Apesar de ser preguiçoso por natureza, se há algo mais que HP é, é ser inteligente e usa esse intelecto para fugir ao Jogo. Mas o Mestre do jogo também é inteligente e parece estar sempre um passo à frente. HP já sabe o que irá fazer dali a mais de um mês mas o mestre do jogo já sabe o que ele quereria fazer dali a um ano, o que acaba por diminuir o número de escapatórias possíveis.

Mas agora o jogo não o tem apenas a ele. Tem-no a ele e à irmã, e sendo esta uma pessoa que ele ama acima de tudo, HP não tem outra opção senão regressar ao jogo, tentando a todo o custo não morrer durante a viagem... Uma viagem que começa na empresa para a qual a irmã agora trabalha após ter deixado a polícia. Uma empresa que quer criar um sistema de alarmes infalível e para isso recorre a alguém que percebe do assunto.

Mais uma vez foi um livro que se leu muito bem mas que não me disse nada por aí além. Não achei um livro especial, achei-o mais um. Não me entendam mal, eu não detestei, mas é um daqueles livros que sei que, daqui a um mês, quando me perguntarem pormenores já não sei nada de nada para vos dizer... É uma narrativa rápida, e em cada página há um novo desenvolvimento. Cada página tem uma nova aventura, uma nova pedra que se colocou no caminho e não dá para perder muito tempo porque brevemente algo irá, de novo, acontecer.

Apesar deste ritmo louco ser interessante e nos prender do início ao fim, pelo menos a mim leva-me a perder certos factos, a confundir um pouco o que se passava e onde, porque diversos acontecimentos estavam a ocorrer em simultâneo. A certas alturas já não sabia quem era a pessoa x de quem todos estavam a falar e já não me lembrava de certos pormenores que haviam sido descritos anteriormente. Pode ser de mim e não acontecer a muitos leitores, mas no meu caso a velocidade da narrativa fez-me confundir muitos acontecimentos.

Um livro que para os amantes do género sem dúvida que será um delícia. No meu caso, deu para passar um bom bocado, mas não achei nada de especial.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Autor: Anders De La Motte
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 400
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722528061

Sinopse:
Henrik «HP» está em fuga. Passaram-se catorze meses desde que ele se tornou prisioneiro de um Jogo de Realidade Alternativa que quase lhe acabou com a vida. Agora tem tudo aquilo que deseja: dinheiro, liberdade e um mínimo de responsabilidades. Mas, apesar de tudo isto, não está satisfeito. Sente falta da adrenalina e o seu novo estilo de vida aborrece-o. Quando conhece a bonita e rica Anna Argos num hotel luxuoso do Dubai, a vida torna-se logo mais interessante. Mas há alguma coisa inquietante debaixo da superfície calma de Anna. E passa-se alguma coisa estranha com o telemóvel dela…
Para Rebecca, a vida devia ser mais fácil agora que o seu passado já não a persegue. Acaba de ser promovida novamente e está prestes a ir viver com o namorado. Mas, apesar disso, está com dificuldade em assentar. Tudo muda quando toma conhecimento de um fórum na Internet onde um detetive anónimo escreve histórias ameaçadora que são claramente acerca dela.
À medida que o cerco se vai fechando sobre HP e Rebecca, as questões vão surgindo. O que é real? Em quem se pode confiar? E como é que uma pessoa se protege de uma ameaça cuja existência não se pode provar?


Opinião:
Após ter lido o primeiro livro desta trilogia, um livro que se foi construindo lentamente mas cuja escrita leve e prática me prendera do início ao fim, queria imenso saber o que iria acontecer. Foi dessa forma que, após este livro sair, a curiosidade de o ler era muitíssimo grande. Ainda bem que o fiz, pois achei-o bem melhor do que o primeiro, mais emocionante, com mais ligação às personagens e uma narrativa com mais momentos engraçados e apesar de toda a pressão existente, momentos mais leves.

HP continua em fuga. Sabe que se o Jogo o apanhar há uma grande probabilidade de o matarem de imediato. E isto, claro, se tiver sorte, pois a tortura pode muito bem estar incluída no pacote. A sorte de HP é que no livro anterior conseguira ficar com os diversos milhões que lhe haviam sido prometidos, embora ele não tivesse feito o que era suposto para os receber. Aproveitado a boa vida enquanto pode, a verdade é que tal é muitas vezes estragado pelo facto de HP estar constantemente a olhar por cima do ombro, com medo de puder ser apanhado em qualquer momento.

Mas tal como no livro anterior, HP não consegue manter-se afastado do perigo e acaba por usar a identidade de um dos seus grande amigos, um homem com um grande prodígio e muito inteligente, entrando assim num negócio para o qual tem imenso jeito. Um negócio que mais uma vez não é apenas o que parece. Enquanto isso, a sua irmã, Rebecca, está a avançar na sua vida, indo viver com o namorado. Mas quando começam a acusá-la de mil e uma coisas diferentes, Rebecca decide saber o porquê de tudo o que lhe está a acontecer, o que te uma forma inesperada acaba por a levar ao seu irmão mais novo...

Sim, este livro está muito melhor do que o anterior. O drama aumenta drasticamente e vemos como o Jogo era apenas uma pequena parte de um todo. Uma parte muitíssimo pequena. Hoje em dia a tecnologia comanda a nossa vida e é através desta que o Jogo foi divulgado, tal como é através desta que uma maior operação estará a ser levada a cabo. Uma operação que mais uma vez acaba por envolver HP, que se mete literalmente na boca do lobo.

As próprias personagens estão mais cativantes, prendendo-nos mais à narrativa. Acho que como o autor já nos dera a conhecer HP e Rebecca no livro anterior, neste acabou por as fazer ter mais garra e gostei imenso de ver isso. O ritmo da narrativa é alucinante, passando a uma velocidade louca. De um momento para o outro há tantos acontecimentos que apenas queremos continuar a ler para saber que mais se passaria e a própria maneira de ser das personagens permite esse ritmo.

Um livro muito melhor do que o primeiro e que me deixou imensamente curiosa para ler o último da trilogia.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Autor: Anders De La Motte
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 328
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722527453

Sinopse:
Henrik Pettersson, «HP», encontra acidentalmente um telemóvel que o convida a entrar num jogo de realidade alternativa. Passado o teste de admissão, começa a receber uma grande variedade de missões emocionantes, todas elas filmadas e avaliadas secretamente. HP deixa-se imediatamente conquistar por este jogo, mas não tarda a perceber que ele não é tão inocente como a princípio parecia. A inspetora da polícia Rebecca Normén é o oposto de HP. É uma mulher com perfeito controlo da sua vida e uma carreira ambiciosa em ascensão. Tudo seria perfeito não fosse o bilhete escrito à mão que ela encontra no seu cacifo. Seja quem for que o escreveu, sabe demais acerca do seu passado.
Os mundos de HP e Rebecca aproximam-se inevitavelmente um do outro. Mas se a realidade é apenas um jogo, então o que é real?


Opinião:
Um policial de vez em quando sabe-me imensamente bem, admito. Embora não seja o género literário que leia em maior quantidade, a verdade é que me sabe bem de vez em quando. Adoro o mistério, o suspense, as investigações. Este livro chamou-me a atenção pela capa. É uma capa estranha, mas que promete um bom thriller com uma excelente quantidade de aventura e emoção.

HP é assim conhecido pelos amigos. Não fazendo propriamente nada da sua vida, a não ser saltar de trabalho para trabalho a fim de conseguir ter dinheiro para sobreviver, esta é uma vida difícil, especialmente se se é um antigo prisioneiro que acabara de sair da cadeia. Num dia que parecia como qualquer outro encontra um telemóvel nos transportes públicos. Um telemóvel como ele nunca tinha visto e que lhe prometia um bom dinheiro se fosse vendido no mercado negro. O estranho é que repentinamente o telemóvel recebe uma mensagem. Passadas repetidas mensagens, estas começam a conter o nome de HP. Não a alcunha, mas sim o seu verdadeiro nome, Henrik Pettersson. Desesperado por novas aventuras não resiste a entrar no jogo. Um jogo que lhe dá uma enorme adrenalina ao mesmo tempo que recebe dinheiro sem fazer nada de especial.

Enquanto HP se envolve num perigoso jogo, a sua irmã e antiga confidente tenta ao máximo subir na carreira de polícia. Não é fácil ser-se uma polícia do sexo feminino e Rebecca sente isso na pele quando quer fazer trabalhos mais perigosos e não a deixam... Mas faz tudo por merecer o crédito que lhe dão, algo que acaba por valer a pena, sendo reconhecida pelo seu trabalho.

Este é um bom livro, com uma escrita rápida e fluída e com constante mistério. Foi um livro que me prendeu do início ao fim e gostei de saber a relação entre os dois personagens principais. Devo dizer que tive pena por não desenvolverem ainda mais a personalidade de Rebecca e os seus problemas passados, mas talvez isso ainda aconteça nos próximos títulos, quem sabe? Afinal de contas estamos a falar de uma trilogia. Por outro lado, HP foi muitíssimo bem desenvolvido e acabamos por o conhecer em profundidade, acabando este por nos introduzir a outras personagens secundárias que com o passar da acção começam a ganhar cada vez uma maior importância.

Não é um livro do outro mundo, apesar de prender o leitor e de este não resistir a lê-lo do início ao fim. O grande problema foi que o autor quis tornar o mistério demasiado profundo para o tipo de resolução que tinha preparado. O final acaba dessa forma por enganar um pouco o leitor e o que se revelava um esquema mirabolante e uma descoberta fantástica, acabou por provar ser algo menos imaginativo do que esperava, e muito sinceramente foi isso que me desanimou no livro.

Apesar disso é um livro que leva o leitor a entrar numa aventura eloquente e cuja escrita prende-o do início ao fim, sendo que o grande problema do livro é o final, que eu esperava ser bem melhor.