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sábado, 24 de dezembro de 2011
          Como surgiu a escrita na tua vida?

Desde que aprendi as primeiras letras que a escrita tornou-se uma espécie de vida paralela. Algo que fazia por vontade própria, com satisfação e sem sentir qualquer tipo de obrigação. Quer em Português ou Inglês, que aprendi sensivelmente na mesma altura, os textos, poemas e letras de música que escrevia serviam para desabafar e organizar o meu mundo.

O primeiro projecto de que tenho memória foi escrever uma letra em Português para “Patience” dos Guns n’ Roses, tinha oito ou nove anos. Mais tarde descobri os diários. Começava por escrever algumas páginas e depois desistia, acabando por colocar em poesia aquilo que não saía em prosa. Tenho cerca de vinte cadernos de várias formas e feitios, só de coisas escritas durante as minhas duas primeiras décadas de vida.

Recordo-me de alguns episódios como, a minha primeira história de ficção, inspirada nas nuvens e escrita em guardanapos de papel. Não sei bem porquê mas, depois de terminá-la, deitei-a fora. Achei que o papel não iria sobreviver muito tempo…

Recordo-me de chamarem o meu pai à escola porque a professora achou que uma das minhas composições não era adequada à minha idade. Eu compreendo, os outros descreviam decorações de Natal, enquanto eu descrevia um homicídio… A sorte é que o paizinho sempre teve uma mente aberta, e atribuiu aquele episódio à imaginação excessiva duma criança de doze anos.

Durante muito tempo escrevi poesia e letras de músicas, e há vários anos que me debatia com a possibilidade de escrever um romance. Só aos 29 anos é que senti necessidade de colocar em papel o que viria a ser “Percepção”. Depois de ano e meio de uma vida profissional emocionalmente desgastante descobri que, escrever era uma vez mais, um alívio para as coisas menos boas da vida. 



O que é que te levou a escrever este livro?

Escrever um romance sempre foi uma ideia que me acompanhou desde cedo. Por preferir poesia à prosa, adiei-o até ao dia em que aquela ideia que me perseguia há uns anos começou a tomar forma. Nesse dia abri um documento de Word e só parei quase um ano depois. Durante o dia trabalhava em algo muito distinto, à noite e aos fins-de-semana trabalhava naquilo que amava.

“Percepção” foi uma necessidade pessoal, permitiu que eu organizasse a mente pensando em coisas totalmente distintas, possibilitou que eu descobrisse que prosa e construir histórias, têm o poder de me ensinar coisas novas todos os dias. “Percepção” foi o início de muitas outras histórias.



Quais foram as tuas referências e inspirações enquanto o escrevias?

Inspirei-me nas pessoas. Outros houve que, têm uma ideia, executam-na com poucos recursos e muitas provações e, inspiram milhões de pessoas. Acredito em fazer o que se ama e inspirar os outros a fazer aquilo que amam. 
Referências e inspirações servem para ultrapassar barreiras e medos e para nos motivar, e aqui encontrei refúgio nas palavras de J.K. Rolling, Dan Brown, Stephenie Meyer, Laurell K. Hamilton, Luis Sepúlveda, Bram Stoker, Fernando Pessoa, entre muitos outros. Só o conjunto de várias obras de ficção, artigos na blogosfera, músicas e outros autores me permitiram escrever, rever e enviar este livro para as editoras. 



Foi difícil ser-se original no meio de todas as obras de fantasia que hoje em dia vemos nas livrarias?

Não consigo comparar obras de fantasia quando o que leio, apesar de ser rotulado de igual modo, ser tão diferente como o dia e a noite. “Percepção” não se enquadra em nenhum dos temas da actualidade de vampiros, anjos, lobisomens, mundos e realidades paralelas. É fantasia, mas agarra em factos e em possibilidades que já vimos debatidos e recusados há várias décadas. É ficção num mundo real.

O conceito de originalidade é e sempre foi discutível. Por exemplo, existem sete notas musicais. Sete notas que nos permitem criar músicas. É finito e no entanto as suas combinações são quase infinitas, e os seus resultados tão distintos como música clássica ou metal.

Só é difícil ser-se original se dermos demasiada atenção às histórias contadas pelos outros e pouca atenção à história que queremos contar. Se procurarmos ser totalmente originais, acabamos enredados em histórias sem sentido. Se nos comparamos incessantemente aos outros (às suas histórias), acabamos por nunca terminar nada, pois nada será bom o suficiente. O importante é: Executar, aprender, errar (porque é inevitável) e aprender com os erros. A originalidade é algo que se constrói com esforço.


Continua

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