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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Resultado de "Percepção"

E chegou ao fim mais um passatempo!


Quero agradecer imenso à Editora Alfarroba pelo apoio e a todos que publicitaram este passatempo nos seus blogs e fóruns.

As respostas são:
1) Joana cedo descobriu que os estados emocionais dos outros toldavam o seu raciocínio e moldavam o seu comportamento.
2) Novembro de 2011.


E o vencedor, escolhido através do site random.org, é:
7- Angelina Rosa Nogueira Santos Violante

Parabéns ao vencedor! Irá receber dentro de pouco tempo um email. Espero que goste deste livrinho ;)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

[Autora do Mês] Passatempo "Percepção"


Não se esqueçam do passatempo que temos em curso do livrinho da nossa autora do mês Sara Farinha!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

[Autora do Mês] Entrevista a Sara Farinha (2ª parte)

 Alguma vez tiveste medo que não funcionasse?

Enquanto o escrevia consolava-me com a ideia de que ninguém o iria ler. Em cada etapa deste longo caminho tive medo que não funcionasse. Ontem tinha medo que não funcionasse. Neste momento tenho medo que não funcione. E daqui a dez anos estarei convencida que não funcionou. 

“Percepção” é o primeiro passo na minha aprendizagem como autora. É a minha primeira obra, é o depósito de todas as minhas esperanças e a minha primeira experiência pública como escritora de obras mais extensas.

Quanto àquilo que não funcionar? Só poderei comprometer-me a identificar o que não correu como eu gostaria e predispor-me a fazer melhor na próxima vez. Garanto que neste momento, já estou empenhada em fazer melhor. A preparar-me para não recear aquilo que se desconhece.


Qual é que achas que é o público-alvo do teu livro?

Jovens adultos, mulheres e homens que gostem de ler, que apreciem ficção, fantasia urbana, romance e sobrenatural. Pessoas que gostem de fantasia, mas que não se esqueçam do mundo real. Pessoas inquisitivas, imaginativas, independentes e perspicazes. Mas como li algures, uma boa história não discrimina ninguém.



Podemos ficar à espera de outro livro teu?

Sim. Não sei qual a conjuntura em que isso acontecerá mas, “Percepção” foi a primeira história, a par dela tenho um outro livro a precisar de revisão e uma outra história a ganhar forma. E quem sabe qual delas poderá vir a público? Talvez uma sequela de “Percepção”, ou uma outra história ainda no reino das ideias…



Que importância atribuis à blogosfera literária?

A blogosfera tem mudado o mundo. Aproxima pessoas, espalha ideias, divulga as artes e no campo da literatura, tem tido uma importância crescente. As plataformas de autor têm invadido a blogosfera, os blogues literários têm ajudado a passar a mensagem, a internet facilita a disseminação do conhecimento e tem ajudado todos aqueles que, como eu, procuram aceder àquilo que se produz noutros lados do mundo. Actualmente, noventa porcento da divulgação de um produto passa pela internet e para os autores cuja obra só faz sentido quando partilhada com o mundo, a blogosfera literária é um veículo poderoso no acto de espalhar a mensagem.

Eu ando por lá há quatro anos (http://sarinhafarinha.wordpress.com/), e considero-a uma ferramenta indispensável para a disseminação do conhecimento e para a promoção do entendimento global.

sábado, 24 de dezembro de 2011

[Autora do Mês] Entrevista a Sara Farinha (1ª parte)

          Como surgiu a escrita na tua vida?

Desde que aprendi as primeiras letras que a escrita tornou-se uma espécie de vida paralela. Algo que fazia por vontade própria, com satisfação e sem sentir qualquer tipo de obrigação. Quer em Português ou Inglês, que aprendi sensivelmente na mesma altura, os textos, poemas e letras de música que escrevia serviam para desabafar e organizar o meu mundo.

O primeiro projecto de que tenho memória foi escrever uma letra em Português para “Patience” dos Guns n’ Roses, tinha oito ou nove anos. Mais tarde descobri os diários. Começava por escrever algumas páginas e depois desistia, acabando por colocar em poesia aquilo que não saía em prosa. Tenho cerca de vinte cadernos de várias formas e feitios, só de coisas escritas durante as minhas duas primeiras décadas de vida.

Recordo-me de alguns episódios como, a minha primeira história de ficção, inspirada nas nuvens e escrita em guardanapos de papel. Não sei bem porquê mas, depois de terminá-la, deitei-a fora. Achei que o papel não iria sobreviver muito tempo…

Recordo-me de chamarem o meu pai à escola porque a professora achou que uma das minhas composições não era adequada à minha idade. Eu compreendo, os outros descreviam decorações de Natal, enquanto eu descrevia um homicídio… A sorte é que o paizinho sempre teve uma mente aberta, e atribuiu aquele episódio à imaginação excessiva duma criança de doze anos.

Durante muito tempo escrevi poesia e letras de músicas, e há vários anos que me debatia com a possibilidade de escrever um romance. Só aos 29 anos é que senti necessidade de colocar em papel o que viria a ser “Percepção”. Depois de ano e meio de uma vida profissional emocionalmente desgastante descobri que, escrever era uma vez mais, um alívio para as coisas menos boas da vida. 



O que é que te levou a escrever este livro?

Escrever um romance sempre foi uma ideia que me acompanhou desde cedo. Por preferir poesia à prosa, adiei-o até ao dia em que aquela ideia que me perseguia há uns anos começou a tomar forma. Nesse dia abri um documento de Word e só parei quase um ano depois. Durante o dia trabalhava em algo muito distinto, à noite e aos fins-de-semana trabalhava naquilo que amava.

“Percepção” foi uma necessidade pessoal, permitiu que eu organizasse a mente pensando em coisas totalmente distintas, possibilitou que eu descobrisse que prosa e construir histórias, têm o poder de me ensinar coisas novas todos os dias. “Percepção” foi o início de muitas outras histórias.



Quais foram as tuas referências e inspirações enquanto o escrevias?

Inspirei-me nas pessoas. Outros houve que, têm uma ideia, executam-na com poucos recursos e muitas provações e, inspiram milhões de pessoas. Acredito em fazer o que se ama e inspirar os outros a fazer aquilo que amam. 
Referências e inspirações servem para ultrapassar barreiras e medos e para nos motivar, e aqui encontrei refúgio nas palavras de J.K. Rolling, Dan Brown, Stephenie Meyer, Laurell K. Hamilton, Luis Sepúlveda, Bram Stoker, Fernando Pessoa, entre muitos outros. Só o conjunto de várias obras de ficção, artigos na blogosfera, músicas e outros autores me permitiram escrever, rever e enviar este livro para as editoras. 



Foi difícil ser-se original no meio de todas as obras de fantasia que hoje em dia vemos nas livrarias?

Não consigo comparar obras de fantasia quando o que leio, apesar de ser rotulado de igual modo, ser tão diferente como o dia e a noite. “Percepção” não se enquadra em nenhum dos temas da actualidade de vampiros, anjos, lobisomens, mundos e realidades paralelas. É fantasia, mas agarra em factos e em possibilidades que já vimos debatidos e recusados há várias décadas. É ficção num mundo real.

O conceito de originalidade é e sempre foi discutível. Por exemplo, existem sete notas musicais. Sete notas que nos permitem criar músicas. É finito e no entanto as suas combinações são quase infinitas, e os seus resultados tão distintos como música clássica ou metal.

Só é difícil ser-se original se dermos demasiada atenção às histórias contadas pelos outros e pouca atenção à história que queremos contar. Se procurarmos ser totalmente originais, acabamos enredados em histórias sem sentido. Se nos comparamos incessantemente aos outros (às suas histórias), acabamos por nunca terminar nada, pois nada será bom o suficiente. O importante é: Executar, aprender, errar (porque é inevitável) e aprender com os erros. A originalidade é algo que se constrói com esforço.


Continua

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

[Autora do Mês] Passatempo "Percepção"


Com o precioso apoio da Editora Alfarroba vimos oferecer um exemplar do livro "Percepção" de Sara Farinha.


Se querem ter a oportunidade de ganhar este exemplar é só responder às pequenas (e fáceis) questões que se seguem. Todas as respostas podem ser encontradas aqui no blog no site da editora. Boa sorte e boas leituras!!


Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 31 de Dezembro (sábado).
2) Só é válida uma participação por pessoa e residência.
3
) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado por mim, via CTT.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Autora do Mês de Dezembro

Joana cedo descobriu que os estados emocionais dos outros toldavam o seu raciocínio e moldavam o seu comportamento. Em busca de uma vida anónima, Joana esconde-se em Londres, procurando ignorar a maldição que a impede de viver uma vida normal. É aí que a sua vida se cruza com a de Mark, um arqueólogo americano que viaja pelo mundo à procura de sensitivos como ele. Joana relutantemente aceita a amizade de Mark, acabando por encontrar nele o seu maior aliado sobre a vivência de um sensitivo.
As capacidades crescentes de Joana, atraem as atenções não só de Mark como do Convénio, uma organização ilegal que pretende reunir sobre o seu domínio todos os sensitivos. É apenas quando a sua melhor amiga é posta em perigo, que Joana descobre que a sua maldição pode ser um dom e que a vida ultrapassa todos os seus receios e expectativas.


"Sou Portuguesa, nascida e criada em Lisboa, com um gosto especial por grandes metrópoles. Sou uma Socióloga do Trabalho, se é que o curso nos possibilita “ser” alguma coisa, que adora escrever, ler, cantar e até toco algumas (poucas) coisas de guitarra. E tenho duas, as minhas duas meninas!
Neste momento ainda ando às voltas com o meu primeiro livro, e mais não digo… Para já. Entretanto comecei a revisão do segundo livro e espero a inspiração e o tempo livre que me permita terminar o terceiro. Sim, já são três, devidamente acomodados no disco rígido do meu pc.
Todos os momentos livres são para escrever alguns poemas, pequenos contos, letras de músicas e posts no meu redescoberto blog (este aqui). E nada me tem dado mais prazer do que perder umas horas valentes em todos estes projectos.
A única coisa que me falta aqui é mencionar que adorava viajar pelo mundo. Especialmente atravessar os EUA de carro, duma ponta à outra na route 66. E ir ao Tibete, e ao Japão, e às Caraíbas, e ao México e a Cuba… Ah! E não esquecer a Irlanda e a Nova Zelândia… Pois, o Mundo. E preferencialmente fazer dele a minha fonte de inspiração.
E no meio de tantas palavras, não sei o que disse sobre mim, mas sei que um belo devaneio pode alegrar o meu dia.

Sara Farinha"



Visitem o site da autora: http://sarinhafarinha.wordpress.com/