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domingo, 31 de março de 2013

Alexandre Rocha [Autor Nacional do Mês]


Fale-nos um pouco sobre si.
Alexandre Rocha nasceu no Rio de Janeiro em 1977, no seio de uma família portuguesa.
Teve uma educação técnica que incluiu, no liceu, o curso de electrónica e no ensino superior, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a engenharia informática, campo onde actuou amplamente no Brasil e também no exterior.
Fez o caminho inverso dos seus pais e avós e chega a Portugal em 2001. Licenciou-se em Comunicação pela Universidade do Minho, tendo publicado em diversas secções do Jornal de Notícias, Correio do Minho e Diário do Minho, sem, no entanto, abandonar as actividades no ramo informático.
O interesse pela escrita despontou desde cedo, publicando o que seria o seu primeiro romance ainda na adolescência, na secção de arte e cultura da feira de tecnologia da sua escola técnica. Entre as temáticas que lhe despertam maior interesse encontram-se o ensaio, a literatura histórica, militar e também o realismo fantástico, áreas que sintetiza em «A Conspiração dos Fidalgos».
Actualmente é Gestor de Ciência e Tecnologia na Universidade do Minho, em Braga.

Como surgiu a escrita na sua vida?
Os hábitos de leitura podem e devem ser cultivados desde muito cedo. Felizmente tive pais e professores que me passaram estes valores e convenceram-me de que a leitura, cada qual na sua preferência literária, é um grande prazer. Mais Na adolescência, já na escola técnica, para desenvolver um trabalho que comecei a produzir, tive o apoio de alguém que me foi como uma pedra basilar, a minha querida professora Izabel Sodré, que foi uma das minhas primeiras mentoras e revisoras, com quem muito aprendi.

O que é que o levou a escrever este livro?
Talvez tenha começado em 1995, altura em que o cinema brasileiro experimentou um renascimento, depois de ter sido “sepultado” pelo presidente que assumiu as rédeas do país no início da década de 90, Fernando Collor. Um dos primeiros títulos foi o “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil”, um filme de Carla Camurati. Muito simples, mas de muita qualidade, que me terá motivado a saber mais sobre este período histórico. Mais tarde, pesquisando no “Real Gabinete Português de Leitura”, um autêntico tesouro incrustado no centro histórico do Rio de Janeiro, descobri um livrinho da década de 30 do século passado e que abordava a dita “Conspiração dos Fidalgos”, que será um dos poucos registos históricos que tenham restado da conjura. Achei aquilo fantástico e tomei nota, despretenciosamente. Ainda passariam muitos anos até que a “estória” visse a luz do dia…
Foi também motivante reunir temáticas distintas, para além da historiografia dita “oficial”, considerando também a realidade social de cada época: os colonos, os escravos negros e a sua religião, a corte na metrópole, e, por fim, um toque de misticismo e esoterismo, campos que também galgam a minha curiosidade.

Quais foram as suas referências e inspirações enquanto o escrevia?
«A Conspiração dos Fidalgos» é uma narrativa com duas etapas bem distintas, uma delas no sertão colonial baiano de finais do século XVIII e outra que se passa na Lisboa do início do século XIX e Invasões Napoleónicas. Muitas obras e documentos foram consultados ao longo de um tempo tão longo, mas há alguns nomes incontornáveis, como José Lins do Rego (com o seu “Menino de Engenho”) ou Gylberto Freire (“Casa Grande e Senzala”) e, na fase portuguesa, Eça de Queiróz e a sua crítica inteligente e mordaz. Eça está, sem sombra de dúvidas, no patheon dos mais ilustres escritores universais… Esta inspiração notar-se-á na profunda crítica social inserida na narrativa: a confrontação de uma sociedade consigo mesma, como disse-me uma leitora que trouxe-me um pouco das suas opiniões. A poesia de Bocage, por motivos óbvios, também esteve presente, já que o poeta é personagem do livro!

O que sentiu ao receber a resposta afirmativa de uma das editoras portuguesas?
Obviamente um foi momento de uma grande satisfação ver que são reconhecidos a qualidade do trabalho produzido, além da sua viabilidade. A editora Ésquilo é uma “casa” de renome, especialmente no género do romance histórico, tendo já editado nomes como Deana Barroqueiro, a quem tenho um enorme carinho e cujo trabalho aprecio e também foi uma fonte de inspiração.

Tem recebido feedbacks dos seus leitores?
Sim. É para mim extremamente importante este momento de recolha da crítica, porque, sem desprezar a arte pela arte, acredito que tenhamos um público leitor como alvo. A possibilidade de auscultar esta audiência é uma fonte enriquecedora de experiência e aprendizagem. Com as novas tecnologias, um livro já não é uma via de mão única e tive a preocupação de disponibilizar contactos para abrir “pontes” com o leitor.
Felizmente tenho recebido feedbacks de norte a sul, da Madeira, inclusivamente. Noto uma grande identificação com a obra em especial por parte dos leitores que tenham “experimentado” as “travessias” de Miguel Herculano, o protagonista…
«A Conspiração dos Fidalgos» teve também outra oportunidade fantástica, pois foi o livro escolhido para debate por parte do Clube de Leitura Bertrand de Braga, altura em que esta troca de impressões foi possível “em directo” com diversos leitores, o que foi muito gratificante.

Irá continuar esta aventura, premiando os seus leitores com outro livro seu?
Certamente. É do meu desejo brindar o público com uma nova “aventura”, mais actual, garantindo, porém, que estarão envolvidos os ingredientes que colaboram para o sucesso deste primeiro trabalho: o histórico, o quotidiano e o místico.

Qual é que acha que é o papel da blogosfera na divulgação literária?
Penso que é cabal a minha opinião de que as novas tecnologias e as suas modernas realidades têm um papel preponderante na difusão cultural. Na verdade, já assim o era antes, pois não é a toa que o sábio dito popular apregoa que a melhor propaganda é aquela que é feita “boca a boca”. Os clubes literários, por exemplo, sempre existiram… O que a tecnologia permitiu foi a criação de uma plataforma de massa que exponencia os resultados desta “efervescência” e leva-os a outros limites, antes impossíveis de alcançar. Os blogs literários têm, portanto, uma dimensão fundamental, ainda mais tendo a considerar a sectorização de nichos que permitem criar, redutos importantes de apreciadores dos mais diferentes géneros.
Em conclusão, julgo que os media tradicional detêm ainda um papel de divulgação importante, mas cada vez mais são complementados pela dita blogosfera, numa relação simbiótica onde todos ganham.

sábado, 30 de março de 2013

A Conspiração dos Fidalgos

Autor: Alexandre Rocha
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Editor: Ésquilo
ISBN: 9789899739697

Sinopse:
A trama passa-se sobre um período dado das Histórias de Portugal e do Brasil, entre os séculos XVIII e XIX, em que o autor compõe personagens, reconstituiu cenários e atmosferas entrelaçando factos e fantasia no decurso da narrativa, destacando da sombra o herói Miguel Herculano. A vida na casa senhorial é tratada, lado a lado, e com o mesmo pormenor da vida na sanzala afro-brasileira. Definindo-se, a cada capítulo, esta personagem vem levantar grandes questões que chegam a tocar o leitor de hoje. Por outro lado, é envolvido na famosa «Conspiração dos Fidalgos» da corte de D. João VI.


Opinião:
A curiosidade em ler este livro revelou-se após ler a sinopse e descobrir que o autor era português, pois eu gosto imenso de ler obras de novos autores portugueses e, por isso, este foi um importante factor na minha escolha.

Miguel Herculano é a personagem principal de toda esta história. Nascido no Brasil, é uma criança curiosa por tudo o que o rodeia e desde cedo apresenta um grande sentido de responsabilidade e vontade de descobrir novos mundos. Vivendo numa época em que todas as pessoas de pele escura eram escravos dos senhores das grandes casas senhoriais, Miguel cresceu entre estas pessoas, aprendeu os seus costumes e viveu separado entre a educação dos pais e a educação destes escravos que trabalhavam para a sua família. Se por um lado aprendeu a sentir-se superior a eles, mesmo que fosse algo que não fora propositado, por outro aprendeu a respeitá-los e até mesmo a admirá-los.

Sendo o intelectual da família, através de alguns contactos que esta tinha, acabou por conseguir um posto importante em Portugal e partiu assim numa jornada para este país irmão e desconhecido. Tendo vivido um grande azar, Miguel acaba por naufragar durante anos, mas quando regressa a Portugal é considerado um herói e sobrevivente e recebido com amor e alguma mágoa, acabando por descobrir inúmeras intrigas neste Portugal que tanta curiosidade lhe despertava.

Acho que o grande ponto em todo este livro foi, pelo menos para mim, toda a influência que a convivência com os escravos teve na vida de Miguel Herculano e o que esta convivência criou na personagem. Como moldou a sua maneira de ser e pensar. Tal influência começa por ser descrita na primeira parte do livro, a parte em que conhecemos a personagem e em que conhecemos a cultura daqueles tempos, essencialmente no Brasil. Esta é uma parte cujas descrições são imensamente para nos situar no romance em si, para ficarmos a conhecer mais profundamente as personagens e os seus desejos e tudo o que daí virá. Um ponto que também começa aí a ser desenvolvido é o grande romance que Herculano começa a desenvolver por uma belíssima rapariga da sua terra, que prometera esperar pelo seu regresso, quando este vai para Portugal, algo que vai moldar a sua forma de pensar das pessoas no futuro.

Na segunda parte do livro temos um grande descrição de Portugal, tendo havido nesta parte um tópico que me marcou imenso, mesmo eu sabendo que é uma realidade que existia e ainda existe hoje em dia, a injustiça judicial. Esta injustiça judicial existente no final do livro para com o nosso personagem é muito intrínseca na segunda parte de toda a história, sendo a partir daqui que o nome do livro vem, pois Miguel acaba por ser envolver involuntariamente na conspiração dos fidalgos, o que lhe provoca problemas com a lei.

Um livro que apenas pecou para mim numa coisa, na escrita. O autor não escreve mal, longe disso, mas houve algo na escrita que embora por vezes me fizesse querer continuar a ler, por vezes chegava a cansar-me um pouco e a ter que parar. O final foi muito diferente do que esperava e interessante, acabando por me deixar um sorriso nos lábios.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Novidades Ésquilo

Título: Para Onde Vai o Nosso Dinheiro
Autor: Lurdes Feio
Nº de páginas: 184

«Nesta colecção de situações, factos, pessoas e circunstâncias perpassam as pequenas grandes questões culturais da nossa Administração Pública. Com argúcia, algum humor e bastante senso crítico. Questões culturais – digo bem, já que o problema maior da Administração Pública portuguesa é cultural, de cultura cívica, de mentalidade. (...)
(...) vale bem a pena ler as linhas que se seguem. Para uns, explicam coisas que, antes, não entendiam. Para outros, lembram episódios das suas sagas pessoais e colectivas. E a autora merece uma palavra amiga de elogio e de agradecimento. Nada como ter vivido o que viveu e saber narrar o que a rodeia para fazer nascer este vade mecum administrativo além do mais útil breviário para quem não desiste de servir a causa pública numa era que a nova mão invisível seduziu e ainda seduz uma fracção não irrelevante daqueles que mandam.» Marcelo Rebelo de Sousa In «Prefácio»



Título: Em Busca da Imortalidade no Antigo Egipto
Autor: Rogério Sousa
Nº de páginas: 276

Durante mais de três mil anos, o vale do Nilo não foi apenas o palco de uma das mais brilhantes civilizações da humanidade: a dimensão e a riqueza da sua cultura seduziram os povos vizinhos e grande parte do seu legado sobrevive ainda hoje na matriz das grandes religiões monoteístas da actualidade. Conhecer o imaginário da morte do antigo Egipto leva-nos a empreender uma viagem em busca das nossas próprias raízes mais profundas. Este livro procura justamente constituir um «guia» nesta viagem que é, também, uma viagem no tempo.





Título: Tentação da Serpente
Autor: Deana Barroqueiro
Nº de páginas: 352

Depois do best-seller «O Espião de D. João II», Deana Barroqueiro brinda-nos agora com a «Tentação da Serpente», uma nova edição da obra «O Romance da Bíblia», recriação detalhada e luxuosa dos ambientes históricos em que viveram as primeiras mulheres do nosso tempo. Relembra ao pormenor doce e, por vezes, duro, as suas emoções, confrangimentos, dores, ambições, pequenas e grandes conquistas!
É a verdadeira saga feminina, em que as várias histórias individuais se entrecruzam fortemente, tocando inquietações que persistem, até hoje, no imaginário da mulher.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Resultado de "Grandes Enigmas da História de Portugal - Vol. III"

 
E chegou ao fim mais um passatempo!
 
 
Quero agradecer imenso à Editora Ésquilo pelo apoio e a todos que publicitaram este passatempo nos seus blogs e fóruns.
 
 
As respostas são:
1) Do período de decadência vivido pelo império português após os descobrimentos.
2) Sessenta anos.
3) Com medo de vir a ser vítima de vampiros.
 
 
E o vencedor, escolhido através do site random.org, é:
44- Luís Miguel Santos da Costa e Silva
 
 
Parabéns ao vencedor! Irá receber dentro de pouco tempo um email. Espero que goste deste livrinho ;)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Passatempo "Grandes Enigmas da História de Portugal - Vol. III"

Com o precioso apoio da Editora Ésquilo vimos oferecer um exemplar do livro "Grandes Enigmas da História de Portugal - Vol. III", o terceiro volume de uma grande coleção, onde são falados temas sobre os tempos dos Descobrimentos ao do Marquês de Pombal.


Se querem ter a oportunidade de ganhar este exemplar é só responder às pequenas (e fáceis) questões que se seguem. Todas as respostas podem ser encontradas no site da editora. Boa sorte e boas leituras!!



Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 4 de Fevereiro (sábado).
2) Só é válida uma participação por pessoa e residência.
3
) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado por mim, via CTT.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Resultado de "A Caixa Negra de Darwin"

E chegou ao fim mais um passatempo!


Quero agradecer imenso à Editora Ésquilo pelo apoio e a todos que publicitaram este passatempo nos seus blogs e fóruns. Tenho a dizer que este passatempo foi um autêntico sucesso, contando com 321 participações! Isto sim, é começar bem o ano!


As respostas são:
1) Com os alicerces do Darwinismo.
2) Foi rejeitada pelos círculos científicos oficiais.
3) Michael Behe.


E o vencedor, escolhido através do site random.org, é:
231- Cidália Maria Magalhães Gonçalves Ramos

Parabéns à vencedora! Irá receber dentro de pouco tempo um email. Espero que goste deste livrinho ;)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Passatempo "A Caixa Negra de Darwin"

Com o precioso apoio da Editora Ésquilo vimos oferecer um exemplar do livro "A Caixa Negra de Darwin" de Michael Behe.

Se querem ter a oportunidade de ganhar este exemplar é só responder às pequenas (e fáceis) questões que se seguem. Todas as respostas podem ser encontradas no site da editora. Boa sorte e boas leituras!!

Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 7 de Janeiro (sábado).
2) Só é válida uma participação por pessoa e residência.
3
) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado por mim, via CTT.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas


sábado, 28 de maio de 2011

Resultado de "Iraque - o pranto de Ishtar"

E chegou ao fim mais um passatempo!


Quero agradecer imenso à Editorial Ésquilo pelo apoio e a todos que publicitaram este passatempo nos seus blogs e fóruns.

As respostas são:
1) O recente conflito no Iraque, os horrores da guerra, a violência e a devastação.
2) e dos testemunhos pungentes dos que participaram nos acontecimentos(...).
3) Filologia Germânica.
E a vencedora, escolhida através do site random.org, é:

33 - Patrícia Alexandra Flávio da Rosa
Parabéns à vencedora! Irá receber dentro de pouco tempo um email. Espero que goste deste livrinho ;)

sábado, 21 de maio de 2011

Passatempo "Iraque - o pranto de Ishtar"

Com o precioso apoio da Editoral Ésquilo vimos oferecer um exemplar do livro "Iraque - o pranto de Ishtar" de Maria Lucília Meleiro.

Se querem ter a oportunidade de ganhar este exemplar é só responder às pequenas (e fáceis) questões que se seguem. Todas as respostas podem ser encontradas neste blog e/ou no site da editora. Boa sorte e boas leituras!!

Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 27 de Maio (sexta).
2) Só é válida uma participação por pessoa e residência.
3) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado por mim, via CTT.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.


sábado, 16 de abril de 2011

A sabedoria de Isabel Wolmar vem da escola da vida.


Título: A Vida com um Sorriso - Histórias, experiências, gargalhadas, reflexões de Isabel Wolmar
Autora: Patrícia Costa Dias
Formato: 16x23 cm
Nº de páginas: 256 (Com fotos)
Preço: 16,90 euros
Lançamento: 10 de Maio / 19h / Livraria CE Buchholz


A Vida Com um Sorriso não se encaixa em qualquer categoria de livros já conhecidos. Não é uma biografia, não são memórias, não é um romance. Mas é tudo isto em simultâneo e muito mais. Alegria, tristeza, morte, doenças, gargalhadas, reflexões, são os ingredientes que aqui se juntam para contar uma vida que bem podia ser a de qualquer um de nós.
Figura conhecida da rádio e televisão portuguesas, Isabel Wolmar é uma mulher atemporal. Ela atravessou gerações e neste livro dirige-se quer a adultos quer a jovens. Figuras públicas como Artur Agostinho (que nos deixou há pouco), Ruy de Carvalho, Eládio Clímaco e Maria Barroso, entre outros, reconhecem em Isabel Wolmar profissionalismo, amizade e boa disposição, e deixam aqui o seu testemunho sobre a convivência que com ela tiveram.
A sabedoria de Isabel Wolmar vem da escola da vida.


Testemunhos:
«É uma vencedora. Se é que se pode chamar isso a alguém, ela [Isabel] é-o.» Eunice Muñoz, Actriz

«Para além da admiração que tenho por ela como artista, admiro-a como pessoa.
É uma grande senhora – com um ‘S’ muito grande –, é uma grande amiga, uma amiga que gostamos de ter, e é uma pessoa com um grande talento.» Ruy de Carvalho, Actor

«Ela tem tudo para ser triste, mas não é. Mas também não é alegre... tem é uma alegria interior. Tem uma alegria própria dela, aquela alegria que têm os talentosos – aqueles que serão sempre pessoas alegres porque a sua alegria é interior.» Ana Maria Botelho Pintora e escritora

[Este] é um livro contemporâneo, que pais e filhos, professores, alunos e encarregados de educação podem ler em conjunto.» Patrícia Costa Dias, In «Introdução»

«O que a Isabel foi como profissional, a história da RTP pode contar com as imagens de arquivo, o que a Isabel foi para mim diz-se em duas palavras: Puro Amor.» Luís Andrade, Realizador

«Temos cinco dedos em cada mão. Ao chegar à minha idade chegam e sobram para com eles enumerar os meus verdadeiros amigos. Isabel Wolmar está entre os dedos das minhas mãos.» Paulo Alexandre, Cantor

«A Isabel é um ser humano excepcional.» Maria do Sameiro Barroso, Médica e Escritora

Novidade Editorial Ésquilo - Flashback de Artur Agostinho - 2ª edição ampliada‏


Título: Flashback - Uma História da Vida Real
Autor: Artur Agostinho
Formato: 16x23 cm
Nº de páginas: 240 (Com fotos)
Preço: 16,50 euros

No último livro publicado em vida, Artur Agostinho transmite-nos um testemunho humano que nos faz pensar


Ao longo das páginas deste Flashback, perpassam sentimentos de profunda revolta, alternando com raros momentos de resignação. Uma complexa mistura de descrença e de confiança na justiça dos homens. O choque brutal de impulsos irreprimíveis com explosões de desânimo e desespero de quem viveu uma situação de profunda injustiça mas soube ser um exemplo de auto-superação e de força interior.
É a narrativa de uma experiência humana, intensa e rica, muitas vezes com situações tragicómicas, mas que testemunham como afirma o Professor Marcelo Rebelo de Sousa no «Prefácio», o «carácter impoluto» e as «excepcionais qualidades humanas e cívicas de Artur Agostinho», hoje reconhecidas unanimemente pela sociedade portuguesa.

Foi um verdadeiro comunicador humanista, no seu último discurso público, que publicamos nesta 2ª edição do Flashback, deixou-nos esta mensagem:
«Hoje, estamos um bocado afogados em debates políticos, em telenovelas, e portanto, não temos quase tempo – não nos conhecemos uns aos outros. Comunicação é uma coisa muito bonita, é uma coisa que está sempre em progresso, mas as pessoas comunicam cada vez menos. Julgam que comunicam muito, mas não comunicam muito. As pessoas andam a falar sozinhas quando deviam falar umas com as outras. É da conversa de uns com os outros que nascem as soluções e as novas ideias.» Artur Agostinho, Lisboa, 2/3/2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

Novidades Editorial Ésquilo para Abril

Título: Experiências de Quase-Morte - 4ª Edição
Autor: Manuel Domingos com Patrícia Costa Dias e Paulo Alexandre Loução
Formato: 16x23 cm
Nº de páginas: 352 (Com fotos a cores)
Preço: 19,50 euros

Depois do grande êxito do filme “Hereafter” de Clint Eastwood, chega-nos a 4ª Edição desta obra que é já um sucesso de vendas em Portugal

Dezenas de portugueses penetraram no “outro lado da vida” e narraram aos autores deste livro as suas impressionantes experiências de quase-morte.

Vivências transformadoras que nos suscitam a reflexão sobre o verdadeiro sentido da vida e a grande pergunta: que “portas” abrirá a morte à nossa consciência? Uma coisa é certa: em termos científicos, já não se pode afirmar que a mente e a consciência dependem do cérebro e do corpo físico para permanecerem vivas e em pleno funcionamento.
É necessário que a morte deixe de ser um tema tabu. Esta obra fala da morte com a mesma naturalidade da vida: como um continuum que não causa qualquer aflição ou pavor. Margarida Rebelo Pinto, Adalberto Alves, Fernando Dacosta, Isabel Wolmar e Maya, são algumas das personalidades portuguesas que passaram por uma experiência de quase-morte (EQM). Em entrevista aos autores deste livro, contam aquilo que viram, o que sentiram, e até, por vezes, o desejo de ficar do lado de lá.

Relatos Verídicos - Experiências de Quase-Morte recolhe mais de duas dezenas de testemunhos de quem passou por este tipo de experiências e analisa, com rigor científico, a possibilidade de que a mente e a consciência existam independentemente do corpo físico, do cérebro. Esta análise científica foi coordenada pelo professor Manuel Domingos, presidente da Sociedade Portuguesa de Neuropsicologia, e teve o contributo do cardiologista holandês Pim van Lommel (cujo estudo sobre EQMs foi publicado na prestigiada revista de Medicina Lancet), para explicarem os pontos de vista e os limites da ciência, e darem a sua perspectiva, enquanto cientistas, sobre o fenómeno. De que forma a física quântica, os conceitos de Luz, de energia e de não-localidade podem ajudar a explicar as EQMs? O que vêem as pessoas que seja capaz de mudar para sempre a sua vida? Onde começa e onde termina o papel do cérebro? Estas e outras questões são respondidas em discurso indirecto e em entrevistas, numa linguagem simples, clara e acessível ao grande público.
A fechar o livro, um artigo do investigador Paulo Alexandre Loução vai às raízes históricas destas experiências e explora a sabedoria Antiga em relação ao tema da morte e da sua natural aceitação. Uma obra inédita que conjuga o lado humano, a ciência e a tradição de uma forma inovadora. Uma nova perspectiva de enfoque sobre o fenómeno natural a que chamamos morte.


“O nosso cérebro, é, na realidade, uma máquina fabulosa que consegue efectuar qualquer coisa como alguns muitos milhões de operações por segundo (…). Mas não tenhamos ilusões, (…) a essência do nosso ser não é apenas algo produzido por umas moléculas, por uns átomos.” Manuel Domingos (Presidente da Sociedade Portuguesa de Neuropsicologia)

“O cérebro recebe a consciência, mas não a produz.” Pim van Lommel (Cardiologista holandês, cientista de referência no estudo das EQMs que participa neste livro)
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Testemunhos:
«Quando dei por mim, não estava a dormir. Estava a pairar por cima do meu próprio corpo. Estava a olhar para baixo e a ver o meu corpo lá em baixo, contorcido de dor e de sofrimento. (…) Há muitas coisas que não se vêem, que não se conseguem medir nem agarrar, mas sem as quais nós não sobreviveríamos. Eu acho que é uma questão de combinar a sensibilidade e o bom senso.» Margarida Rebelo Pinto

«Comecei a ver a minha vida como um filme a andar ao contrário. Comecei a lembrar-me de mil e uma coisas, mas num andamento extraordinariamente rápido, como se estivesse num túnel. Era um túnel aquático, mas era como se fosse um túnel luminoso. E estava num estado de extrema paz, como uma pessoa que está a adormecer. (…) A morte e a vida são como um cordel com duas pontas, uma está numa ponta e outra noutra ponta, mas o cordel é o mesmo.» Adalberto Alves

«A certa altura, eu estava acima do meu corpo. (…) Comecei a ficar fascinado. Estava acima de mim próprio! Comecei a ver umas cores lindíssimas que eu não conhecia, com uma música muito suave e distinguia muito bem o som de sinos (…) Isso deu-me outra visão, tornou-me melhor pessoa e devo-o muito a essa experiência [de quase-morte]. Também me tirou essa história do medo da morte.» Fernando Dacosta

«De repente, deixei de ver as pessoas, deixei de ver tudo e vejo um corredor, uma espécie de um túnel (…) que, ao princípio, era meio escuro, mas que lá dentro tinha uma luz muito, muito bonita. Vejo nessa luz a minha avó e o meu padrinho (…) Não tem nada a ver com sonhos. Sei que estive mesmo lá. Não me deixaram lá ficar e eu tenho muita pena. Muita pena. Não estava ainda no meu destino. Cada um tem a sua missão a cumprir.» Isabel Wolmar

«Tive uma estranha sensação de estar fora do corpo. Podia ver-me a mim própria na cama, com todos os médicos à minha volta. Tinha a certeza de que tinha morrido. Senti-me muito calma. Havia uma paz enorme e uma sensação de estar a flutuar suavemente em águas calmas. Quando me concentrei fortemente nesse pensamento [de que não queria morrer], pareceu-me que voltei a fundir-me com o meu corpo terrestre que estava na cama.» Elizabeth Taylor